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Casamento: caminho de felicidade

<a href="http://www.shutterstock.com/it/pic.mhtml?id=148293572&amp;src=id" target="_blank" />Middle aged couple</a> © michaeljung / Shutterstock

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Comunidade Shalom - publicado em 10/08/15

Mas o que de valor se conquista sem lutar? Até mesmo as coisas lícitas e retas no mundo se alcançam com persistência, esforço e dedicação. Vejamos:

– os atletas das Olimpíadas, os corredores profissionais que se exercitam o ano todo para a Corrida de São Silvestre;
– os bons profissionais estão sempre estudando para aperfeiçoar sua prática e obter melhores resultados.

Realmente, as conquistas que obtemos com empenho e esforço pessoal, têm maior valor para nós. Talvez, por isso, o Senhor, que nos salvou, quer nos dar o céu com a nossa participação, para que nos sintamos colaboradores com Ele.

Entrave na vivência da comunhão conjugal

Considero um dos maiores entraves na vida conjugal o rancor ou ressentimento, que gosto de chamar “ranço”. É aquele gosto meio amargo numa comida que já começa a se estragar… Ou seja, dizemos para nós mesmos que já perdoamos, mas relembramos, sentindo de novo a raiva, a ira, o desgosto… É como se esta pequena parte de comida estragada fosse colocada como tempero naquela refeição fresquinha que estamos degustando… Então não aproveitamos plenamente dela, porque, ao final, fica o ranço!

O que fazer? Lembro-me daquela passagem do Evangelho em que Jesus ordena ao homem da mão seca que a estenda diante dele para que seja curada (Mt 12,9-13). Da mesma forma é preciso expor ao nosso Bom Pastor esta parte ferida para que seja verdadeiramente curada. Expor para Jesus o fato, expor os sentimentos, pedir ajuda, abrir-se à graça de Deus, escutá-lo no silêncio do coração e na sua Palavra e examinar a consciência, lembrando sempre que em qualquer relação humana existem os dois lados e nenhum deles é totalmente inocente. Fazer uma boa confissão, perdoar, e deixar o Senhor restaurar a imagem do outro dentro de você, com os seus dons e qualidades, relembrando os gestos bons, etc. E, então, mãos à obra de novo, no empenho ascético – no esforço – de quebrar o gelo, dialogar sem mágoas, nem acusações, expor suas necessidades e amar em gestos.

Discussões, às vezes, são inevitáveis quando agimos movidos pela ira, pelos impulsos, sem pesar nem mediar as palavras. Quando isto acontecer, é preciso retomar o caminho sem armas na mão – sem defesas ou ataques – quando passar as emoções fortes, resgatando tudo o que refletimos acima.

Se os filhos presenciaram indevidamente a discussão, é preciso então que eles presenciem depois de tudo resolvido um momento simples de perdão e reconciliação, para que se sintam seguros com os pais, que sabem reconhecer que erram, e para que também aprendam a pedir perdão e viver a reconciliação.

O autoconhecimento

O autoconhecimento é fundamental para que vivamos bem nossas relações em geral e especialmente a relação conjugal. Pelo processo de autoconhecimento vou percebendo minhas feridas, fraquezas, limitações e pecados. Mesmo sendo doloroso, porque, pelo orgulho é difícil aceitarmos ter defeitos, é salutar, uma vez que o autoconhecimento traz consigo:

– a humanização da pessoa;
– o crescimento na humildade necessária aos relacionamentos frutuosos;
– o desenvolvimento da capacidade de perdoar, de tolerar as fraquezas do outro;
– o desenvolvimento da capacidade de perceber que o outro também é suscetível às feridas emocionais da sua história de vida, o que desperta em nós um maior interesse em conhecer o outro mais profundamente, para compreendê-lo melhor e amá-lo como precisa.

Com a humildade, desperta-se o olhar para as virtudes do cônjuge, valorizando-o mais, favorecendo a paciência com suas fragilidades e aprende-se a expressar as próprias fragilidades e necessidades, sem cobrar nem acusar.

Na família, o amor é provado com gestos

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Tags:
CasamentoFelicidade
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