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Parlamento da Grécia aprova terceiro plano de resgate do país

O primeiro-ministro grego Alexis Tsipras defende a aprovação do plano de ajuda durante discurso no Parlamento

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O Parlamento grego aprovou nesta sexta-feira o terceiro pacote de resgate do país, que prevê um drástico plano de austeridade em troca de uma ajuda financeira de 85 bilhões de euros dos credores internacionais.

O texto, que recebeu 222 votos favoráveis, 64 contrários e 11 abstenções, foi aprovado graças aos votos da oposição.

Mas uma vez, o primeiro-ministro Alexis Tsipras não contou com os votos de todos os parlamentares de seu próprio partido, o Syriza.

Mais de 40 congressistas do Syriza, incluindo o ex-ministro das Finanças Yanis Varoufakis e outros dirigentes do partido, se negaram a apoiar o acordo de três anos com os credores.

Durante o debate parlamentar, que durou toda a noite, Tsipras fez um apelo aos deputados para que votassem o acordo para "garantir a sobrevivência do país e continuar lutando".

"A Grécia deve escolher entre um plano de resgate dentro do euro e um plano de resgate com retorno ao dracma, como continua sugerindo o ministro alemão das Finanças", afirmou Tsipras no fim do debate.

Tsipras advertiu ainda contra a alternativa de um crédito ponte.

Um empréstimo ponte, como sugere a Alemanha, seria um "retorno a uma crise interminável", disse.

"É o que alguns buscam sistematicamente e nós temos a responsabilidade de evitá-lo, de não facilitá-lo", acrescentou Tsipras.

A votação sobre o acordo estava prevista para a noite de quinta-feira, mas o debate foi prorrogado por ação da presidente do Parlamento, Zoe Constantopoulou, radicalmente contrária ao acordo com os credores.

Constantopoulou declarou que o acordo era inconstitucional.

"Estão vendendo cada pedaço e toda a beleza da Grécia. O governo está dando as chaves à ‘troika’, junto com a soberania e os ativos nacionais", disse a presidente do Parlamento, em referência aos credores do país União Europeia, Banco Central Europeu (BCE), Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Mecanismo Europeu de Estabilidade.

"O governo grego assumiu a responsabilidade de prosseguir com o combate, ao invés de cometer suicídio e depois ir aos fóruns internacionais para dizer que não é justo que tenhamos nos suicidado", disse Tsipras.

"Prefiro o compromisso à dança do Zalongo", completou, em referência a um episódio da história grega ocorrido no século XIX, o suicídio coletivo de um grupo de mulheres e seus filhos que se jogaram de um precipício para não cair nas mãos do governo otomano de Ali Pasha.