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© 20th Century Fox/Temple Hill Entertainment / The Kobal Collection / AFP
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Uma reflexão espiritual à luz do filme "Cidades de Papel"

Baseado no livro homônimo de John Green (de "A culpa é das estrelas"), já chegou aos cinemas envolto de grande expectativa e sucesso de críticas. 
 

Sinopse: A história é centrada em Quentin Jacobsen (Nat Wolff) e sua enigmática vizinha e colega de escola Margo Roth Spiegelman (Cara Delevingne). Ele nutre uma paixão platônica por ela. E não pensa duas vezes quando a menina invade seu quarto propondo que ele participe de um engenhoso plano de vingança. Mas, depois da noite de aventura, Margo desaparece – não sem deixar pistas sobre o seu paradeiro.

Com excelente produção e boas atuações, Cidades de Papel vem trazer para nós uma série de reflexões acerca da superficialidade dos dias atuais. Os jovens de hoje muitas vezes não pensam em outra coisa além da realização e prazer pessoal, a chamada ditadura do relativismo que tanto nos alertou o Papa Bento XVI, “que nada reconhece como definitivo e que deixa como última medida apenas o próprio eu e as suas vontades”.

Seguindo esta lógica, o homem se torna seu próprio deus, não mais permitindo, pois, que o Senhor faça nele a Sua vontade. E o que acontece em seguida é um preenchimento oco no coração, ou seja, a pessoa busca nas coisas ou em outros indivíduos a felicidade que só Cristo nos oferece.

Quentin era apaixonado por Margo e, apesar dela o ignorar por muito tempo, no dia que ela o procurou, ele não hesitou em fazer suas vontades, pois a tinha colocado em um pedestal no seu coração. Da mesma forma que ele não mede esforços para encontrá-la e transforma qualquer sinal em pista que ela teria deixado para ele encontrá-la. Que bom seria se buscássemos com tanto ardor a Deus quanto vamos atrás das coisas do mundo.

E não necessariamente pessoas ocupam o lugar de Deus em nossas vidas. Quantas vezes falhamos na oração diária para assistir TV ou dormir?! Ou faltamos o grupo de oração porque um amigo chamou para ir ao cinema ou a um jogo de futebol?! A pergunta é: em que (ou quem) estamos pondo a nossa confiança? Na conclusão do Concílio Vaticano II, em 1965, o Papa Paulo VI afirmou aos jovens em discurso:
 

“Tem confiança que vós encontrareis uma força e uma alegria tais que não chegareis a ser tentados, como alguns dos vossos antepassados, a ceder à sedução das filosofias do egoísmo e do prazer, ou às do desespero e do nada, e que perante o ateísmo, fenômeno de cansaço e de velhice, vós sabereis afirmar a vossa fé na vida e no que dá um sentido à vida: a certeza da existência de um Deus justo e bom.”

Jesus Cristo é quem dá um sentido às nossas vidas; é só n’Ele que devemos esperar, depositar nossa segurança, entregar nossas vontades e não em um celular, numa roupa, num relacionamento ou num hobby.

Também é tema do longa (assim como de praticamente todos os hollywoodianos) a sexualidade precoce. Trata-se a vida sexual ativa como algo normal e que deve acontecer o quanto antes, pois, mais uma vez, o que importa é o momento. E vemos isso por causa da pressão e incentivo para que um dos personagens tenha logo a sua “primeira vez”. 

Um casal católico não pode se deixar envolver por esta cultura do mundo e esquecer o verdadeiro sentido da união física! Assim nos ensina o Catecismo da Igreja Católica, no número 2360 do artigo 6 que “no matrimônio, a intimidade corporal dos esposos vem a ser sinal e garantia de comunhão espiritual”, ou seja, é aí que homem e mulher, viram, de fato, um só em Cristo.

Por isso, a importância também de encontrar amigos de fé, pessoas que, como a gente, buscam as coisas do Alto e procuram se esvaziar de si para se preencher de Deus. Vemos na telona que Quentin de fato encontra abrigo em seus melhores amigos, e assim devemos fazer.

E isso vale para todos os aspectos da vida, ter alguém que nos entenda e compreenda a nossa fé: isso só tem a nos ajudar! De nada adianta irmos à Missa aos domingos e passar o resto da semana agindo como pagãos, fazendo coisas que não nos dignificam nem santificam, por influência de certas pessoas; é preciso estar no mundo sem ser do mundo.

Apesar destas reflexões que podem não ser percebidas logo de cara pelo telespectador, o filme tem uma história interessante e consiste em um bom programa para se fazer com família, amigos ou namorado(a).

Tags:
cinema