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Horrorizada por massacre de civis na Síria, ONU adota novo plano de paz

<p>Criança ferida recebe atendimento em Douma</p>

AFP - publicado em 18/08/15

O’Brien foi a Damasco para avaliar as necessidades humanitárias na Síria, um país com mais de 7,6 milhões de deslocados internos e 422 mil civis assediados pelos beligerantes, segundo as Nações Unidas.

"É um massacre deliberado", afirmou, por sua vez, Rami Abdel Rahman, diretor do OSDH.

"Barbárie primária"

"Trata-se da barbárie primária, do ódio contra o Homem", afirmou o chefe desta coalizão no exílio, Khaled Joja, denunciando indiretamente a cumplicidade, em particular, da Rússia e do Irã com o regime de Assad.

"Aqueles que armam este regime e impedem ao Conselho de Segurança (da ONU) responsabilizá-lo são cúmplices destes crimes", acrescentou, em alusão a Moscou, que impôs seu veto em várias ocasiões a uma resolução da ONU que condene o governo de Damasco.

Em Moscou, o chefe da diplomacia russa, Serguei Lavrov, que recebia seu colega iraniano, Javad Zarif, afirmou que impor a saída do presidente Assad como uma pré-condição a uma solução política neste país era "inaceitável para a Rússia".

Nos Estados Unidos, o Departamento de Estado reafirmou em um comunicado que Washington "trabalha com seus parceiros para uma verdadeira transição política negociada, sem incluir (o presidente sírio Bashar al) Assad.

"Os ataques brutais do regime Assad contra cidades sírias mataram milhares de pessoas e destruíram escolas, mesquitas, mercados e hospitais", ressaltou o porta-voz da diplomacia americana, John Kirby, em um comunicado mais firme do que o habitual.

Ele reafirmou a linha diplomática de Washington, defendendo que "Assad não tem nenhuma legitimidade para dirigir o povo sírio".

Já a União Europeia afirmou que "os responsáveis pelas graves violações dos direitos Humanos e do massacre de milhares de civis devem prestar contas".

O conflito na Síria começou em 2011 com a violenta repressão às manifestações pacíficas contra o regime de Assad, o que provocou um conflito armado que, aos poucos, virou uma complexa guerra civil na qual se enfrentam governo, rebeldes, curdos e jihadistas.

Desde então morreram mais de 240.000 pessoas e mais de quatro milhões fugiram do país.

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