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A armadilha da comparação

© Vitalinka / SHUTTERSTOCK.com

Outro olhar - publicado em 19/08/15

Cada filho é único, com sua história a ser escrita, com suas características

E então seu primeiro filho nasce com deficiência. Uma deficiência moderada, porém complexa, que afeta seu crescimento, sua evolução motora, seu desenvolvimento cognitivo. Como pais de primeira viagem, ainda inexperientes, esse mundo que pode parecer diferente para a maioria dos pais, para nós tornou-se comum, nosso referencial. Para nós, o normal era ter um bebê fazendo fisioterapia, correr atrás de ganho de peso, batalhar pelos marcos do desenvolvimento.

Mas aí veio o Antônio, que aparentemente não tem deficiências. Ganha peso fácil, mama direitinho e está crescendo bem. Quando vejo, está rolando. Coloco um dia sentado, por curiosidade, e ele fica sentadinho. Por mais que eu esteja satisfeita com o bom desenvolvimento dele, a realidade é que não estou acostumada com as coisas acontecendo assim de “graça”, de forma tão natural. Inevitavelmente, comparações entre essas situações passam na minha cabeça.

Mãe que sou – esse ser cheio de culpas – logo passei a me sentir mal, por ficar fazendo tantas comparações. Afinal, cada filho é único, com sua história a ser escrita, com suas características. O Antônio não merece ser moldado a partir de comparações com sua irmã, e a Alice não merece ser reduzida a um paragono de seu irmão mais novo. Por outro lado, percebo que comparações são inevitáveis. É impossível não perceber disparidades entre um filho e o outro, e isso, a meu ver, extrapola a questão deficiência.

Mas se por um lado comparações são inevitáveis e podem ser inofensivas, vale a pena ter duas coisas em mente. A primeira é que mesmo que eu note as diferenças entre um e outro, não preciso ficar falando em voz alta, comentando. Crianças são super antenadas e ouvem tudo, mesmo quando parecem estar distraídas brincando. A segunda é que estas diferenças não precisam servir como juízo de valor. O fato de alguém precisar de mais ou menos ajuda para se desenvolver, não o torna melhor ou pior. O torna… diferente.

E não somos todos diferentes?

Pense nisso.

Tags:
DoençaFilhos
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