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Papa comove Nova York com crianças e em Memorial do 11/9, após discurso na ONU

Agências de Notícias - publicado em 26/09/15

O pontífice argentino revolucionou a Grande Maçã e uma multidão o aguardava no Central Park para um procissão

O papa Francisco criticou nesta sexta-feira na ONU a “submissão asfixiante” à qual são submetidos os países em desenvolvimento por parte do sistema financeiro mundial e protagonizou emotivas visitas ao Memorial do 11 de setembro e a uma escola em Nova York.

Após chegar na tarde de quinta-feira, procedente de Washington, o pontífice argentino revolucionou a Grande Maçã e uma multidão o aguardava no Central Park para um procissão antes de uma missa de despedida no Madison Square Garden.

No momento mais emocionante de sua visita a Nova York, Francisco protagonizou um emotivo encontro com crianças e imigrantes latino-americanos em uma visita à escola católica “Our Lady Queens of Angel”, no East Harlem, tradicional bairro carente de maioria latina.

Entre as crianças das escolas da Arquidiocese de Nova York que se reuniram com o papa estavam Benjamín Grassia, de 9 anos, filho de pais argentinos, e Emely Rodriguez, de 8, filha de mãe equatoriana e pai dominicano.

O papa também esteve com menores imigrantes órfãos que recebem apoio de Caridades Católicas e que demonstraram suas habilidades com uma bola de futebol diante de seu olhar atento.

Vários imigrantes latino-americanos se aproximaram de Francisco e lhe entregaram presentes, entre eles um capacete de operário da construção.

“Sei que um dos sonhos de seus pais, de seus educadores, é que vocês possam crescer com alegria. Sempre é muito bom ver uma criança sorrir. Aqui vocês estão sorridentes: continuem assim e ajudem a contagiar com alegria a todas as pessoas a sua volta”, disse Francisco a todos.

Em sua despedida, o sumo pontífice quis dar uma “tarefa” aos estudantes.

“É um pedido simples mas muito importante: não se esqueçam de rezar por mim para que possa compartilhar com muitos a alegria de Jesus. E rezemos também para que muitos possam desfrutar desta alegria como a que vocês têm”, afirmou, provocando risos.

A visita ao Harlem foi a terceira atividade desta sexta-feira para o papa Francisco em Nova York, depois do discurso na ONU e de uma cerimônia ecumênica no Memorial de 11 de Setembro.

Em seguida, dezenas de milhares de pessoas, inclusive idosos, portadores de deficiências e não católicos, ovacionaram Francisco na passagem do papamóvel em uma procissão pelo Central Park, que transcorreu em meio a uma gritaria ensurdecedora.

Agitando bandeiras amarelas e brancas do Vaticano, alguns vestindo camisetas com a inscrição “I love Pope Francis” (Amo o papa Francisco), as pessoas, muitas delas latinas, se reuniram em um clima festivo debaixo de sol, constatou a AFP.

Outro momento de emoção na sexta-feira foi a visita do papa de 78 anos ao Memorial do 11 de setembro no sul de Manhattan, onde liderou uma emotiva cerimônia inter-religiosa no local onde estavam localizadas as Torres Gêmeas.

O pontífice abaixou sua cabeça para um dos imensos espelhos d’água do Memorial e depois colocou uma rosa em sua borda, onde estão inscritos os nomes dos cerca de 3.000 mortos em 2001 nos ataques terroristas realizados pela rede Al-Qaeda e os de seis mortos em um primeiro atentado em 1993.

Forte mensagem na ONU

A intensa agenda de Francisco na sexta-feira em Nova York começou com sua esperada apresentação na sede das Nações Unidas, a quinta de um papa na sede da organização internacional, depois de Paulo VI em 1965, João Paulo II em 1979 e 1995 e Bento XVI em 2008.

Seu discurso teve um forte acento no econômico e social, com um pedido para evitar a exclusão e uma defesa ao direito ao “teto, trabalho e terra”, mas também pediu um acordo “eficaz” sobre a mudança climática,

Em meio à crise da dívida externa que afeta a Grécia e as medidas draconianas de austeridade exigidas por seus credores, o papa Francisco pediu aos “organismos financeiros internacionais velar pelo desenvolvimento sustentável dos países e a não submissão asfixiante destes sistemas credores”.

“Longe de promover o progresso, submetem as populações a mecanismos de maior pobreza, exclusão e dependência”, declarou em espanhol.

Primeiro papa do continente americano, Francisco falou firmemente contra um flagelo que afeta principalmente sua região, o narcotráfico, que “vem cobrando a vida de milhões de pessoas”, em referência à tragédia que sofrem países da América Central e do México.

Como era de se esperar, o papa pediu que a conferência mundial sobre a mudança climática de dezembro em Paris chegue a “acordos fundamentais e eficazes”.

Assim marcou o tom antes de uma cúpula sobre o desenvolvimento que se abriu na ONU e na qual mais de 150 líderes mundiais adotaram um ambicioso plano de ação para os próximos 15 anos em matéria de pobreza, saúde, educação e meio-ambiente.

Na área da política internacional mais tangível, Francisco deu seu apoio ao acordo selado entre Irã e as grandes potências sobre o programa nuclear de Teerã, classificando-o de “prova de boa vontade e direito”.

Por último, na missa no Madison Square Garden, o papa homenageou a diversidade das metrópoles como Nova York, a maior cidade dos Estados Unidos, embora tenha ressaltado também seus “desafios”.

“Nas grandes cidades, sob o barulho do trânsito, sob ‘o ritmo da mudança’, tantos rostos ficam silenciados por não ter ‘direito’ à cidadania, não ter direito a ser parte da cidade, os estrangeiros, os filhos deles (e não só) que não conseguem escolarização, os privados de seguro médico, os sem-teto, os idosos sozinhos”, lembrou.

Neste sentido, convidou os nova-iorquinos a sair ao encontro de seus próximos: “vão, uma e outra vez, vão sem medo, sem nojo, vão”, pediu.

Após sua passagem por Washington e Nova York, Francisco encerra sua visita aos Estados Unidos no domingo na Filadélfia.

(Com AFP)

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