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Captagon: a droga “milagrosa” que a Arábia Saudita compra dos jihadistas do Estado Islâmico

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Um príncipe saudita foi pego no Líbano com mais de duas toneladas dessas cápsulas dentro de seu jato particular

Enquanto boa parte da mídia internacional dava destaque ao chamado “Air Cocaine“, o esquema de tráfico de drogas por via aérea na República Dominicana, outra aeronave repleta de drogas passou quase despercebida, em dias recentes, pelos questionáveis meios de comunicação ocidentais.

Trata-se do jato particular do príncipe saudita Abdel Mohsen, flagrado no Líbano com mais de duas toneladas de uma pílula muito apreciada pelos terroristas do Estado Islâmico: o captagon.

Os jihadistas na Síria e no Iraque são só elogios para essa droga “milagrosa”: “Você começa a lutar sem se cansar. Você não sabe o que é o medo. Os combatentes usam a pílula para ficar acordados, para controlar os nervos e para aumentar o desempenho sexual”, explicou um traficante entrevistado para uma reportagem do canal francês Arte.

A declaração do traficante foi confirmada à agência Reuters por um oficial sírio do esquadrão antidrogas da cidade de Homs: “Eles [os jihadistas que consomem a droga] não sentem dor quando são atingidos. A maioria deles ria quando nós os golpeávamos”.

A produção do captagon só exige conhecimentos básicos de química e pouco material, tornando-se assim um negócio altamente rentável: “Um saco de 200.000 pílulas custa poucos milhares de dólares e rende meio milhão de dólares quando é vendido”, informou a mesma reportagem da rede Arte.

Além de aumentar o desempenho físico e mental dos jihadistas, o captagon proporciona uma fonte considerável de receitas para o Estado Islâmico. Seu principal cliente é a Arábia Saudita, onde nada menos que 55 milhões de comprimidos são apreendidos por ano, segundo um relatório da ONU. O obscuro negócio revela um pouco mais sobre as verdadeiras relações entre o reino fundamentalista da Arábia Saudita e os terroristas do Estado Islâmico.

Segundo jornalistas búlgaros mencionados pelo jornal Courrier International, o captagon também seria produzido por laboratórios da OTAN na Bulgária. Em 2014, um especialista farmacêutico búlgaro foi detido, também no Líbano, por prestar consultoria sobre a produção da droga.

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