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Bruxelas ainda sob ameaça e diplomacia mobilizada contra o Estado Islâmico

AFP
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As autoridades belgas temem “ataques semelhantes aos de Paris”, que fizeram 130 mortos e 350 feridos

Escolas fechadas, metrôs parados e polícia mobilizada: Bruxelas entra nesta segunda-feira em seu terceiro dia consecutivo de alerta máximo de terrorismo, com cinco novas detenções em operações, o que eleva para 21 o número de detidos desde domingo à noite.

No entanto, a repressão policial ainda não conseguiu deter Salah Abdeslam, principal suspeito na investigação sobre os atentados de Paris (130 mortos).

O tráfego rodoviário era menos denso, enquanto o número de bicicletas era maior do que o habitual nas ruas da capital da Bélgica, apesar de um clima de ansiedade palpável.

A ameaça de ataque terrorista continua “séria e iminente”, e por esta razão o governo belga decidiu manter seu nível máximo de alerta na região de Bruxelas e estender o fechamento do metrô. As escolas também permaneceram fechadas nesta segunda de manhã, assim como as creches e universidades.

Algumas empresas pediram a seus funcionários que trabalhassem de casa e respeitassem as instruções de segurança, aconselhando-os a ficar longe de locais lotados. Nas estações ferroviárias de Bruxelas, que funcionavam normalmente, a multidão era menor do que o habitual.

“Nós tomamos as medidas necessárias, tanto quanto possível, para garantir a segurança das pessoas”, mas “a vida deve continuar em Bruxelas, a vida econômica e social”, defendeu nesta segunda-feira o ministro do Interior, Jan Jambon, ressaltando na rádio RTBF que as empresas e o setor público devem funcionar.

As autoridades belgas temem “ataques semelhantes aos de Paris”, que fizeram 130 mortos e 350 feridos, “com vários indivíduos, e ofensivas em vários locais”.

Salah Abdeslam procurado

Questionado sobre a investigação em curso, Jambon falou de “um resultado positivo durante a noite”, com 16 prisões em mais de duas dezenas de buscas policiais.

E nesta manhã, o o ministério público anunciou que mais “cinco pessoas foram privadas de sua liberdade em função das investigações”.

“Mas é claro que a ação ainda não acabou”, especialmente para encontrar Salah Abdeslam, “um alvo importante”, reconheceu Jambon, que não quis dar outros detalhes.

Até agora, nenhuma arma ou explosivo foi encontrado nas operações policiais, e a justiça deve decidir nesta segunda a eventual manutenção em detenção dos suspeitos presos.

“Salah Abdeslam não foi interceptado durante as buscas” conduzidas em seis municípios da aglomeração de Bruxelas e em Charleroi (sul da Bélgica), indicou o ministério público nesta madrugada.

Este francês de 26 anos, residente na Bélgica, teve ao menos um papel logístico nos ataques de Paris e teria fugido para a Bélgica algumas horas depois, de acordo com dois homens que o teriam ajudado.

Seu irmão Brahim morreu ao acionar os explosivos que carregava consigo em um restaurante de Paris, em 13 de novembro.

Do lado francês, a polícia lançou um apelo por testemunhas, junto com uma foto, para identificar o terceiro camicaze do Stade de France, que teria passado por uma ilha grega junto a outro homem-bomba, que ainda não foi identificado.

Na Bélgica, um terceiro suspeito detido foi indiciado no fim de semana por terrorismo. Armas foram encontradas em sua casa, mas não explosivos.

A investigação também está em curso na Turquia, onde um belga de origem marroquina – Ahmad Dahmani, de 26 anos – suspeito de ajudar a localizar os alvos para ataques em Paris, foi detido.

Máximo de estragos

Neste clima, o presidente americano Barack Obama reiterou que irá participar na grande conferência do clima em Paris (COP21), que começa em 30 de novembro, chamando os líderes de todos os países a fazer o mesmo para mostrar que o mundo não tem medo de “terroristas”.

Na frente diplomática, o presidente francês, François Hollande, iniciou nesta segunda-feira uma maratona para tentar criar uma ampla coalizão contra o Estado Islâmico, que reivindicou os ataques.

Ele recebeu no Palácio do Eliseu o primeiro-ministro britânico, David Cameron, que prometeu apoiar “firmemente” a França, colocando a disposição uma base da aviação britânica no Chipre.

Hollande se reunirá com Obama em Washington na terça-feira, e com a chanceler alemã Angela Merkel em Paris na quarta-feira e, em seguida, com o presidente russo, Vladimir Putin, em Moscou na quinta-feira.

No campo militar, caças franceses decolaram nesta segunda-feira a partir do porta-aviões francês Charles de Gaulle, no Mar Mediterrâneo, para missões sobre as áreas controladas pelo grupo Estado Islâmico no Iraque e na Síria.

Ainda não há informações sobre a natureza desta ação – observação e/ou ataques – que ocorre dez dias depois dos atentados de Paris (130 mortos), reivindicados pelo grupo jihadista EI.

O exército francês vai triplicar a sua capacidade de ataques no Iraque e na Síria, com 26 caças-bombardeiros a bordo do porta-aviões, além das 12 aeronaves já estacionadas nos Emirados Árabes Unidos e na Jordânia.

“Vamos intensificar nossos ataques, vamos escolher alvos que vão causar o maior dano possível ao exército terrorista” do EI, disse Holland.

A França, traumatizada, homenageará seus mortos esta semana, com os primeiros funerais nesta segunda-feira, antes de uma homenagem nacional sexta-feira.

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