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Não deixe seu filho passar vergonha por sua causa

© Sylvie Bouchard/SHUTTERSTOCK
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Isso poderia ter acontecido com você. Mas como você reagiria?

“Levei minha filha de um ano para a piscina do prédio. Estava tendo uma festa infantil no play, de um menino de uns 4 anos. A saída do elevador é ao lado do salão de festas e minha filha saiu correndo na direção da festa assim que viu o movimento. Eu consegui alcançá-la antes que chegasse ao salão, pedi desculpas e fui saindo. Mas ela viu alguém tomando picolé e pediu. O aniversariante falou: “Vou pedir pro meu pai te dar um”. Saiu e voltou, com o pai berrando atrás: “Os picolés são somente para os convidados. Essas crianças do prédio circulando na festa alheia tem que sair. Nada de dar banquete pra vizinho sem educação “. O menino ficou tão sem graça que me pediu desculpas enquanto eu saía. Fiquei com muita pena do garotinho. Não merecia uma confusão em plena festa com os amigos.”

Pois é… Esta história foi contada por uma leitora do blog. E eu também fiquei morrendo de pena do aniversariante. Mas eu acho que, apesar desta história horrível, a gente pode tirar algumas liçōes do que nunca fazer aos nossos filhos. Envergonhá-los eu poderia listar como uma das primeiras atitudes que precisamos evitar. A outra é usar o máximo possível os princípios de gentileza.

Muito provavelmente a criança tem uma mãe mais gentil que este pai e por isso tem mais educação. Ou simplesmente é uma boa criança, de bom coração. Mas seja como for: filhos precisam de (bons) exemplos. E eu não estou dizendo que a gente precisa ser perfeito. O que a gente precisa é estar atento.

Sabe aquela mentirinha boba que os filhos notam que a gente está contando? Sabe quando você xinga alguém no trânsito porque ficou com muita raiva de uma barbeiragem? Sabe quando seu filho acaba escutando que você não suporta alguém que você finge gostar? São coisas mesquinhas de adulto que os nossos filhos não deveriam ter como exemplo. E a gente vive fazendo perto deles.

Pesa ser mãe (ou pai) e viver se policiando para não vacilar? Claro que pesa. Melhor é não viver com este peso. Mas eu continuo apostando na nossa tentativa de tomar cuidado. Nossas esponjinhas estão aí, nos cercando, nos observando, captando o nosso lado bom e o nosso lado ruim.

Alguém poderá dizer: mas a gente não pode viver num mundo de faz-de-conta sempre com os filhos, eles precisam ver a vida como ela é. Mas eu acho que independente do mundo que você quer mostrar para o seu filho, o princípio de gentileza/respeito ao próximo não pode ser esquecido ou deixado em segundo plano.

Parece óbvio o que estou dizendo, né? Pois é. Mas o caso do pai que não quis deixar o filho oferecer um picolé foi pra lá de discutido num grupo de mães da internet. A maioria ficou chocada com a grosseria, mas algumas mães disseram compreender a postura do pai e (pasmem) atacaram a mãe que relatou o caso dizendo coisas do tipo “saiba criar a sua filha para ela não invadir a festinha dos outros”. Um picolé. Uma criança de um ano. Uma mãe que pediu desculpas pela filha ter entrado na festa e já estava de saída. E um menininho generoso envergonhado pela estupidez do pai.

A nossa leitora não discutiu com o pai do aniversariante, não bateu boca, não disse nada e foi para a piscina. Ainda que pessoas próximas tenham dito que ela devia ter tomado alguma providência. E ela me disse que nāo quis constranger a própria filha, que não entenderia nada, e nem o menininho. Por alguns segundos ela justamente refletiu sobre o exemplo a dar a filha e ela optou por não armar uma discussão ali. “Imagina se eu ia parar de dar atenção para a minha filha para embarcar numa “guerra de princípios” com um vizinho grosseiro. Eu achei desnecessário. Ela é criada num ambiente harmônico. Ela estranha confusão”, explicou nossa leitora.

O síndico do condomínio presenciou a cena. E aqui a sequência do que aconteceu:

“Já na piscina, crianças da festa acharam o caminho e começaram a pular de roupa e tudo. O síndico rapidamente chamou o dono da festa para que retirasse as crianças, já que nenhum adulto estava olhando. E disse educadamente a ele: ‘Assim como seus sorvetes são só para os convidados, a piscina é só para moradores’.”

 

(Tudo sobre minha mãe)

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