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Papa abre ‘porta santa’ da catedral de Bangui, prelúdio ao Jubileu

NAIROBI, KENYA - NOVEMBER 25: Pope Francis (C) arrives at the Jomo Kenyatta International Airport in Nairobi, Kenya on November 25, 2015. Pope Francis arrived in Kenyan capital Nairobi on Wednesday to call for peace and tolerance in his first trip to Africa. Stringer / Anadolu Agency
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O “Jubileu da Misericórdia” começará em 8 de dezembro e se estenderá por 12 meses. Sua abertura acontece na Basílica de São Pedro

O papa Francisco abriu neste domingo a “porta sagrada” da catedral de Bangui, um gesto solene pela paz e pelo perdão na República Centro-Africana, prelúdio ao Jubileu da Misericórdia, que começa em 8 de dezembro em Roma.

“Abra-nos a porta da Tua misericórdia”, rezou Francisco, antes de abrir a porta ornada com flores.

“Pedimos paz, misericórdia, reconciliação, perdão e amor”, acrescentou, em tom solene, na entrada da catedral da Imaculada Conceição.

“Pedimos paz para a República Centro-Africana e para todos os povos que sofrem a guerra”, disse o papa, antes de realizar o gesto excepcional, que permite aos fiéis e penitentes passar pela porta para receber o perdão de seus pecados.

O “Jubileu da Misericórdia” começará em 8 de dezembro e se estenderá por 12 meses. Sua abertura acontece na Basílica de São Pedro.

Em Bangui, o sumo pontífice pediu aos diferentes grupos armados que baixem as armas.

“Mesmo quando se deflagram as forças do mal, os cristão devem responder ‘presente’, com a cabeça em riste, prontos para receber os golpes nesta batalha onde Deus terá a última palavra. E esta palavra será o amor”, declarou, referindo-se à onda de violência resultante dos confrontos inter-religiosos no país desde 2013.

“A todos aqueles que utilizam, injustamente, as armas no mundo, eu lhes faço um apelo: deixem esses instrumentos da morte”, insistiu.

“Hoje, Bangui se transforma na capital espiritual do mundo. O ano da misericórdia fica proclamado antecipadamente em Bangui. Está aqui para esta terra que sofre com a falta de paz e para todos que, em todo o mundo, sofrem com a guerra”, disse o papa.

Em sua homilia, o papa Francisco também recomendou “amor aos inimigos, que protege contra a tentação da vingança e contra a espiral de represálias sem fim”.

Em referência às divisões étnicas, frequentemente, instrumentalizadas, na África pelos políticos, o chefe da Igreja Católica, lembrou que também é necessário saber “se libertar das concepções da família e de sangue que dividem” para “passar à outra margem” da paz.

“Passar para a outra margem” foi o lema evangelista adotado pelo papa em sua visita à República.

Segundo o sumo pontífice, aqueles que evangelizam são “artesãos do perdão, especialistas da reconciliação, especialistas da misericórdia”.

Francisco chegou no domingo à República Centro-Africana, a última etapa de sua viagem africana e a mais perigosa.

Em um discurso no palácio presidencial, o pontífice disse esperar que as eleições de 27 de dezembro na República Centro-Africana ajudem o país a abrir “um novo capítulo”.

“É meu desejo fervoroso que as diversas consultas nacionais que acontecerão nas próximas semanas permitam ao país empreender serenamente um novo capítulo de sua história”.

“Apesar das dificuldades, a República Centro-Africana avança progressivamente para a normalização da vida política e social”, disse.

“Venho a esta terra pela primeira vez como peregrino da paz e apóstolo da esperança”, completou o papa na presença da presidente de transição da República Centro-Africana, Catherine Samba Panza.

A República Centro-Africana, devastada desde 2013 por uma guerra civil com um tom religioso entre as milícias seleka, majoritariamente muçulmanas, e as antibalaka, de maioria cristã, registra um elevado nível de tensão a poucas semanas das eleições presidenciais.

O pontífice visitou o campo de refugiados de Mpoko, que abriga quase 20.000 deslocados pela violência, em um país no qual a ONU calcula que 450.000 pessoas fugiram do conflito.

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