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Fluxo descontrolado de imigrantes: o grito de alerta de uma muçulmana convertida ao catolicismo

Aleteia Brasil - publicado em 03/12/15

O desafio de responder à crise dos refugiados com caridade, mas também com prudência e responsabilidade diante da ameaça dos radicais

A paquistano-austríaca Sabatina James é uma ativista dos direitos humanos que se converteu ao catolicismo depois de escapar por pouco de um casamento forçado com um primo no Paquistão – um primo que, várias vezes, abusou dela sexualmente. Ameaçada de morte pela própria família por causa da sua conversão, Sabatina James vive desde 2004 sob a proteção 24 horas por dia. Em 2006, ela fundou a organização caritativa “Sabatina”, que ajuda as muçulmanas forçadas a se casar facilitando-lhes a fuga e prestando-lhes apoio jurídico e ajuda psicológica.

Esta ex-muçulmana critica enfaticamente a gestão alemã da crise dos refugiados e imigrantes, apontando as ameaças reais de uma imigração muçulmana descontrolada e originada em países não democráticos. Sabatina expressa as suas preocupações abertamente em entrevista ao Neuen Osnabrücker Zeitung:

“Temos que nos colocar duas questões: Queremos continuar a salvaguardar os direitos humanos na Alemanha? Podemos deixar a Alemanha se tornar um país predominantemente muçulmano?”.

Dar um passaporte a todos os refugiados sem assegurar-se de que eles são “capazes de ser democráticos” ou sem saber se eles “estão ou não dispostos a usar a violência” é uma política irresponsável, declara ela sem papas na língua. Se entre os imigrantes houver islamistas violentos, ligados ou não ao grupo Estado Islâmico, a Alemanha não poderá recusar-se a assumir a sua responsabilidade.

Fluxo de migrantes equivale a uma nova cidade a cada mês

Sabatina prossegue: se ao longo dos próximos dez anos chegarem mais de 10 milhões de muçulmanos, eles poderão constituir a maioria dentro da sua faixa etária. E este é precisamente o ritmo atual de chegadas. Além disso, a taxa de natalidade alemã é dramaticamente baixa. Só até o dia 23 de novembro, entraram mais de 180.000 refugiados: equivale a uma nova cidade de médio porte a cada mês, fenômeno que pode transformar radicalmente a sociedade alemã.

Ela também se mostra surpresa com o fato de que mesmo os jovens violentos que atacam cristãos, yazidis e muçulmanos democráticos podem permanecer na Alemanha. Para Sabatina, é “impensável dar-lhes asilo. É um erro grave e uma ilusão da nossa bela alma assumir de antemão que todos os refugiados partilham os valores democráticos”. Eles nasceram em países, como a Síria, o Afeganistão ou o Paquistão que ela tanto conhece, nos quais perdura “a ideia de que as mulheres não têm os mesmos direitos nem a mesma dignidade dos homens, e que os não-muçulmanos não são seres humanos plenos”.

Ação preventiva contra pregadores radicais

Sabatina James também critica o fato de a Alemanha não impor qualquer limite aos pregadores mais radicais.

“Nós os deixamos tranquilos e depois nos dizemos surpresos ao ver que a juventude os segue”.

Ela sabe, ao mesmo tempo, que também existem muitas pessoas boas e em busca de Deus, que não podem ser impedidas de encontrá-Lo – aliás, este quadro também revela com ainda mais clareza a triste situação das igrejas na Alemanha:

“É mais comum nas ruas alemãs de hoje cruzar com um salafista que distribui o alcorão do que com um cristão capaz de explicar o Sermão da Montanha ou as palavras fortes de Cristo como ‘Amai os vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei o bem aos que vos odeiam e orai pelos que vos caluniam e vos perseguem’”.

E é justamente para salvaguardar os direitos humanos, em especial os das mulheres, bem como os valores do próprio Sermão da Montanha, que a Alemanha não pode aceitar tudo: o caráter democrático do país corre perigo se a Alemanha não revisar a sua postura.

Tags:
MigrantesMuçulmanosPerseguiçãoPolíticaRefugiados
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