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Três líderes religiosos islâmicos são martirizados por se recusar a recrutar jovens para a jihad

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Aleteia Brasil - publicado em 17/12/15

Os fanáticos matam qualquer um que os enfrente – inclusive os próprios muçulmanos

Kazim Abdulkarim, Bilal al-Sheikh Agha e Abdullah al-Hayalli foram executados em praça pública, nesta segunda-feira, dia 14, por terroristas do grupo fanático Estado Islâmico. Os três eram imãs sunitas, ou seja, líderes religiosos islâmicos, e sua decapitação foi ordenada porque eles desobedeceram às ordens terroristas de recrutar jovens para a jihad.

Considerados “genuínos homens de Deus” pela população da cidade iraquiana de Mossul, eles se opunham abertamente à ideologia selvagem dos jihadistas.

Na mesma tarde, também foi executado em Mossul o professor Ashwaq al-Nouaymi, por ter-se recusado a ensinar aos seus alunos os conteúdos sanguinários do novo currículo escolar imposto pelo Estado Islâmico.

Não é a primeira vez que os terroristas fanáticos assassinam líderes da própria religião que dizem seguir. Em junho do ano passado, poucos dias após a conquista de Mossul, o Estado Islâmico executou vários imãs sunitas locais, entre eles o Grande Imã, por se negarem a jurar fidelidade ao “Califado”.

Assim como os assassinatos desta semana, a matança dos imãs de Mossul no ano passado passou em branco na mídia ocidental. Quem divulgou as execuções deste dia 14 foi a agência curda ARA News, com base em informações de fontes locais.

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