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O país islâmico que resolveu banir as celebrações de Natal… em pleno 2015

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Roberta Sciamplicotti - publicado em 23/12/15

Sultão acha que o Natal “pode prejudicar a fé dos muçulmanos” – e os cristãos que desobedecerem podem pegar 5 anos de prisão (!)

Cinco anos de cadeia: esta é a pena que um pequeno país muçulmano da ilha de Bornéu pode aplicar a quem cometer o crime de… celebrar o Natal!

O sultão da monarquia absolutista de Brunei, Hassanal Bolkiah (foto), de 67 anos, estabeleceu esta pena para quem for descoberto aderindo de algum modo às festividades natalinas, ainda que seja apenas mediante o envio de augúrios de Natal a parentes e amigos (The Telegraph, 22 de dezembro).

Os não muçulmanos até podem celebrar o Natal no país, desde que seja apenas dentro das próprias comunidades e com a devida permissão das autoridades.

O Ministro de Assuntos Religiosos declarou que as medidas “antinatalinas” pretendem evitar “celebrações excessivas e abertas, que poderiam prejudicar a aqidah (fé) da comunidade muçulmana”. Dos 420.000 habitantes do país rico em petróleo, 65% são muçulmanos.

No início deste mês, um grupo de imãs divulgou mensagem aos fiéis islâmicos de Brunei advertindo contra celebrações “não ligadas ao islã”. Para eles, “os muçulmanos que seguem os atos daquela religião (o cristianismo) ou usam os seus símbolos religiosos, como a cruz, velas acesas, árvore de Natal, cantos religiosos, augúrios natalinos, decorações e sons que equivalham a respeitar aquela religião, vão contra a fé islâmica” (Borneo Bulletin).

“Alguns podem achar que a questão é frívola, mas, como muçulmanos, (…) nós devemos evitar as celebrações de outras religiões para não influenciar a nossa fé islâmica”, arremataram.

Apesar das medidas intolerantes, não faltam residentes de Brunei que rejeitaram a proibição e postaram fotos natalinas nas redes sociais, usando a hashtag #MyTreedom (trocadilho com “tree“, árvore, e “freedom“, liberdade, em inglês).

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MuçulmanosNatalPerseguição
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