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Maternidade espiritual: uma realidade iluminada no Natal

Lisa Mladinich - publicado em 24/12/15

Podemos ser mães de um só ou até de nenhum filho na carne, mas mães de muitos no espírito

“O nível de qualquer civilização é sempre o nível da sua feminilidade”

Dom Fulton J. Sheen, arcebispo norte-americano

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O Espírito Santo sempre faz horas extras para nos encorajar a viver em contato mais íntimo com Deus, mas, durante o Advento e a Quaresma, as suas graças são ainda mais abundantes. Elas foram um ponto de virada para mim, que passava por um momento de frustração aguda.

O tempo do Advento estava me oprimindo. Eu estava imersa em muito trabalho e estresse e aquele constante “fazer” estava tornando difícil simplesmente “ser”. Era impossível para mim um instante de silêncio e recolhimento; de oração para preparar o meu espírito para a vinda de Jesus.

Certa manhã miserável, em que eu estava implorando a Deus por ajuda, a minha imaginação de repente se preencheu com a imagem vívida do Menino Jesus na manjedoura, ali, diante de mim. Reagi como toda mulher poderia reagir: me inclinei para ele, me vi levantando-o nos meus braços e embalando-o bem juntinho do meu coração.

De repente, uma profunda conexão com o Menino Jesus inundou a minha alma e o meu corpo. Foi um momento muito poderoso, que se tornou minha meditação durante todo o resto do Advento. A partir daquele instante, não importava o quanto eu estava ocupada: até a lembrança mais fugaz daquela ligação maternal com o Menino Jesus me maravilhava instantaneamente, com os mais ternos sentimentos de admiração e de expectativa.

Eu então compartilhei a minha meditação sobre o bebê Jesus online e meu post foi compartilhado por todo o lugar. Não “viralizou”, mas ficou “popular” durante dias. Pessoas me disseram que o tinham recompartilhado com membros da família em todo o país e que ele estava tocando seus corações exatamente como tinha tocado o meu.

A maternidade espiritual opera assim mesmo, inclusive nas mulheres que ainda não são ou não podem ser mães fisicamente: desejamos cuidar dos outros; por isso, compartilhamos tudo o que Deus nos revela e que achamos que poderia beneficiar alguém. As mulheres são fornecedoras naturais de beleza e de amor. É assim que Deus nos fez. E esta é uma das razões para que o bem-estar das mulheres, como dom Fulton Sheen observou, seja tão fundamental para o bem-estar da Igreja e da sociedade.

Ao compartilhar esses lampejos misteriosos, o poder luminoso daquele contato com Deus se multiplica; não só é compartilhado novamente, mas se reflete e volta para nós, enriquecido pelos lampejos e respostas de mais e mais pessoas.

A “feminilidade autêntica” se manifesta de várias maneiras; é um mosaico. A feminilidade deve ser livre para se tornar o que Deus a criou para ser. Matthew Kelly cunhou a expressão “a melhor versão de si mesmo” para se referir ao nosso mais autêntico “eu”, enfatizando o autocontrole, a vida sacramental e o aprofundamento na fé como caminhos para a maior liberdade em Cristo.

A “versão” resultante de nós mesmos tem sabor e expressão próprios: cada um é uma obra-prima única de graça e espiritualidade extremamente variada.

As mulheres, é claro, são indivíduos, e a criatividade infinita de Deus se derrama nas inúmeras variações de personalidade, espiritualidade, cultura, temperamento, talento, físico e outras qualidades autoevidentes em mulheres do mundo todo. Mas a feminilidade autêntica de cada mulher se encontra na sua conexão íntima com a Fonte de toda a vida. No Advento e no Natal, meditar sobre o Cristo Menino ajuda a lembrar que a maternidade espiritual pode ser um autêntico dom e vocação, conectando-se com a realidade de que podemos ser mães de uma pessoa só ou mesmo de nenhuma na carne, mas mães de muitos em espírito.

Essa maternidade espiritual contribui para o verdadeiro esplendor de uma mulher. E o generoso desejo materno de compartilhar a riqueza da nossa vida espiritual faz parte do “gênio feminino” que São João Paulo II descreveu de forma tão eloquente na Mulieris dignitatem.

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Maria
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