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Roberto Benigni, protagonista de “A Vida é Bela”: “desconfie de quem não sabe rir”

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AFP

Ary Waldir Ramos Díaz - publicado em 14/01/16

"A alegria é o grande segredo do cristianismo", declarou o artista italiano na apresentação do livro do papa Francisco em Roma

O livro-entrevista “O nome de Deus é Misericórdia”, do papa Francisco com o jornalista italiano Andrea Tornielli, foi apresentado nesta terça-feira, 12 de janeiro, no Instituto Augustinianum de Roma. O lançamento foi mundial, com o livro chegando contemporaneamente às livrarias de 86 países.

Entre os convidados de honra estava o ator e comediante italiano Roberto Benigni, famoso por protagonizar o filme “A Vida é Bela”. Ele apresentou um monólogo sobre a misericórdia e a alegria.

“Francisco está levando consigo toda a Igreja para um lugar que quase tínhamos esquecido… Ele a está levando para Jesus Cristo, para o Evangelho, para o cristianismo”, disse Benigni, completando: “Quando eu era pequeno, queria ser o papa! E as pessoas riam; foi então que eu descobri que era comediante”.

O ganhador do Oscar de melhor filme estrangeiro por “A Vida É Bela” encontrou o papa Francisco junto com uma pequena delegação para lhe entregar o livro. “Eu me sentia como Zaqueu… Não quero me enganar de Evangelho falando no Vaticano”, disse, entre as risadas do público.

Marcos é o Evangelho preferido de Benigni, que, “apocrifamente”, comentou o milagre de Jesus de curar a sogra de Pedro: “É uma bela vitória de todas as sogras”.

“O marco do pontificado de Francisco é a misericórdia, que não deve ser confundida com a piedade, que vem do alto para baixo… Dentro da misericórdia existe alegria, perdão. A alegria é o grande dom secreto do cristianismo”, declarou Benigni antes de iniciar a sua explicação pessoal do livro-entrevista.

Onde está a justiça? “A justiça é o fim da misericórdia, que não cancela a justiça, mas vai além dela. Um mundo só de justiça seria frio; a misericórdia é a base do cristianismo”.

A misericórdia, “assim como o papa, não fica quieta; ela vai até os pobres, os miseráveis. Muitos cristãos, hoje, não entrariam na casa de Zaqueu”.

“Jesus é o sim de Deus […] Este livro se dirige aos não crentes, diz o papa; é uma luta entre quem crê e quem não… Renunciar a si, depender dos outros. Amar o próprio inimigo. É o risco divino: amar”.

O amor cristão “é misericórdia e esta nasce da dor. O papa está cheio dela e quer oferecê-la a nós” neste “diálogo” pessoal com ele, prosseguiu o humorista. “Num mundo irreconhecível, que quer o ódio e a condenação, Francisco responde com a misericórdia”.

“A dor é mais forte que o mal, porque o sofrimento é o lugar da solidariedade entre Deus e o homem; entre Deus e o homem não há melhor colaboração; não há graça se antes não houve dor”.

O papa nos diz, segundo Benigni, que cada “ato de amor, de atenção, de misericórdia, é uma ressurreição; e cada ato de egoísmo, de avareza, é um ato de morte”.

O evento foi apresentado pelo pe. Federico Lombardi S.J., porta-voz do Vaticano, pelo cardeal Pietro Parolin, secretário de Estado, e por Giuseppe Costa, diretor da editora vaticana. Fez parte da programação o testemunho de Zhang Jianqing, um ex-detento chinês que contou a sua conversão ao cristianismo no presídio de Pádua, na Itália.

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