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Cynthia Dermody / Redação da Aleteia
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O futuro do islã passa pela urgente reforma da sua estreita relação com a política

A group of Afghan women, former refugees newly returned from Iran, gathers at a UN High Commission for Refugees (UNHCR) returnee camp in Sari Pul, Afghanistan.
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Um quebra-cabeça que envolve muitas peças, como Irã, Arábia Saudita e... a Igreja católica

O futuro do islã depende de uma redefinição que precisa nascer do próprio mundo islâmico: a da relação entre religião e política, tão estreitamente unidas na sua visão de mundo. A reforma das sociedades muçulmanas precisa de formas de governo que respeitem a tradição, mas que também respeitem a evolução humana, evitando, ao mesmo tempo, o fundamentalismo e o laicismo.

A assimilação de modos ocidentais de governo e a interpretação do alcorão com liberdade e bom senso tem se alternado, nas últimas décadas, com a tendência contrária: um fechamento cuja origem está no fundamentalismo sunita e wahabita e cujas tendências se estendem pelos mesmos canais em que correm enormes somas de capital internacional, financiador de mesquitas majestosas que difundem as visões fundamentalistas pelo mundo.

É um fenômeno que afeta profundamente a prática do islã entre povos que se veem apoiados pela Arábia Saudita em troca de abraçar um islamismo de corte saudita – entrando em choque, assim, com o xiismo iraniano.

Acontece que o Irã também tem sido, há décadas, a imagem de um islã integrista, e é assim que ele é visto pelo Ocidente até hoje. Para muitos ocidentais, portanto, pode parecer impossível de acreditar, mas, atualmente, o islã xiita está mais aberto ao espírito crítico do que o wahabismo saudita. Embora minoritários, os imãs xiitas vêm se formando em assuntos culturais diversos.

A influência saudita no extremismo islâmico

Conforme explica o pe. Samir Khalil Samir, o Estado Islâmico não é um movimento nascido por “geração espontânea”, mas a consequência direta dos ensinamentos wahabitas difundidos por muitas universidades islâmicas. São ensinamentos que nutrem o jihadismo. O islã de raiz wahabita é totalitário: carece de uma visão ampla e tolerante do islã e ignora a “atualização” do pensamento.

Os progressos do diálogo inter-religioso

A Igreja católica tem construído pontes de diálogo com alguns “blocos” do complexo mundo islâmico. Consciente da urgência dessa comunicação, o Fórum Católico-Muçulmano, composto pelo Conselho Pontifício para o Diálogo Inter-Religioso e por uma delegação dos 138 signatários muçulmanos, trabalhou em 2008 na elaboração dos textos “Fundamentos Teológicos e Espirituais” e “Dignidade Humana e Respeito Mútuo”, cujo resultado foi o documento “Uma palavra comum”. Estabeleceu-se, ainda, a comissão permanente católico-muçulmana para oferecer respostas a conflitos e situações de emergência, em especial num mundo secularizado que concebe a religião mais como problema do que como solução.

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