Receba o boletim diário da Aleteia gratuitamente no seu email.
Alimente o seu espírito. Receba grátis os artigos da Aleteia toda manhã.
Inscreva-se

Sem condições de apoiar?

Veja 5 formas de você ajudar a Aleteia

  1. Reze por nossa equipe e pelo êxito de nossa missão
  2. Fale sobre a Aleteia em sua paróquia
  3. Compartilhe os artigos da Aleteia com seus amigos e familiares
  4. Desative o bloqueio de publicidade quando nos visitar
  5. Inscreva-se para receber nosso boletim gratuito e leia-nos diariamente

Obrigado!
Redação da Aleteia

Enviar

Aleteia

Pietro Maso assassinou seus pais: “O Papa Francisco teve compaixão de mim”

Chi
Compartilhar

O Papa Francisco fala de misericórdia e a leva muito a sério: esta história impactante é prova disso

“Meu nome é Pietro Maso. Em julho, farei 45 anos e estive 22 na cadeia por ter matado meus pais, em 17 de abril de 1991. Eu era o mal. No entanto, o Papa Francisco teve compaixão de mim. Eu lhe escrevi uma carta, que lhe foi entregue pelo meu diretor espiritual, Dom Guido Todeschini. Depois de alguns dias, o Papa me telefonou. Ele e Dom Guido são pessoas santas.”

Assim começa a longa entrevista concedida por Pietro Maso com exclusividade ao jornal Chi, publicada no dia 20 de janeiro.

Maso massacrou seus pais, Antônio e Rosa, quando estes voltavam de uma celebração do Caminho Neocatecumenal (do qual eram membros), ajudado por três cúmplices. O motivo era a herança. Na entrevista, ele revelou pela primeira vez um clamoroso episódio: o telefonema do Papa Francisco, a quem havia escrito para manifestar seu arrependimento.

“Foi em 2013 – conta Pietro – que eu havia escrito ao Papa, dizendo-lhe: ‘Peço perdão por tudo o que fiz, peço orações pelos meus colegas de trabalho, que me aceitaram apesar do que fiz, peço uma oração pelos que trabalham pela paz’. Dom Guido, meu pai espiritual, entregou a carta ao Papa e, alguns dias depois, o Pontífice me ligou.”

“Santidade, eu não valia nada”

Eram dez horas da manhã. “O telefone tocou. Eu estava com a Stefania, minha companheira. Atendi e ouvi: ‘Aqui é Francisco, o Papa Francisco’. Fiquei tão emocionado, que exclamei: ‘Santidade!’. Depois, contei-lhe: ‘Aquele que ia ao bar John com os amigos não valia nada com relação ao Pietro de hoje; se eu soubesse disso, teria me comportado bem desde o começo’.”

Na entrevista, Pietro, que na prisão teve um processo de aproximação da fé, conta que contou também com a intercessão de outro pontífice, João Paulo II. “Meu delito foi tão horrendo, que todos queriam acabar comigo, inclusive enquanto estava na prisão. Só Dom Todeschini me estendeu a mão. Só ele me defendeu contra todos.”

O prelado disse na época: “Agora precisamos nos perguntar o que acontecerá com esses meninos, sobretudo com Pietro Maso, que é o mais odiado. Nós o enterraremos vivo, como mereceria, ou lhe estenderemos a mão e tentaremos recuperá-lo, levando em consideração sua jovem idade? Se nós o deixarmos lá na prisão, esquecido, cometeremos o mesmo delito”.

“As palavras do prelado chegaram ao Papa João Paulo II, que, quando soube que ele estava me acompanhando, lhe disse: ‘Siga adiante!’.”

Mudança de vida

Pietro Maso agora decidiu mudar radicalmente de vida e dedicar-se ao próximo. Ele se estabeleceu na Espanha, onde pretende abrir uma comunidade de reabilitação.

“Quero criar em Valência uma casa que acolha aqueles que se equivocaram com a sociedade e estão na rua. Quero dar um sentido diferente à minha vida. Só o estrangeiro compreende o estrangeiro; só quem esteve na prisão compreende quem esteve na prisão, só quem errou compreende quem também errou. Eu não valho nada, mas esta ideia merece mais do que eu.”

São leitores como você que contribuem para a missão da Aleteia

Desde o início de nossas atividades, em 2012, o número de leitores da Aleteia cresceu rapidamente em todo o mundo. Estamos comprometidos com a missão de fornecer artigos que enriquecem, informam e inspiram a vida católica. Por isso queremos que nossos artigos sejam acessados por todos. Mas, para isso, precisamos da sua ajuda. O jornalismo de qualidade tem um custo (maior do que o que a propaganda consegue cobrir). Leitores como você podem fazer uma grande diferença, doando apenas $ 3 por mês.