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20 erros fatais na relação amorosa

Alanna-Marie Boudreau - publicado em 09/02/16

I'm Sorry

Este minúsculo coração é algo complicado

Escutamos uma declaração de amor com Alanna-Marie Boudreau, uma declaração linda, acompanhada por uma doce canção. Amar significa perdoar, esquecer, ter a coragem de admitir os erros.

Só que às vezes, contra determinadas feridas parecem não ser suficientes nem sequer a beleza e a extraordinária voz de uma jovem como Alanna.

Existem, de fato, situações que não são fáceis de contornar. Vêm-me à mente as palavras do sacerdote Giovanni Marini, franciscano, em um de seus excelentes cursos, realizado em Assis há 20 anos, (pode consultar a página: http://www.fratisog.it): os núcleos de morte de um parceiro para indicar as dinâmicas que podem levar ao desgaste de uma relação, sem perceber.

“Se eu pudesse atrasar o relógio um dia”.

Se tivermos tempo, podemos reler nossa relação através destes pontos, que podem ser erros fatais:

1 – A contribuição desigual:

Em um relacionamento, os dois devem poder estar um em frente ao outro. Frequentemente o “peso específico” psicológico de um dos dois varia notavelmente.

2 – Anulação:

Um dos dois se anula pelo outro, rejeita pensar ou tomar decisões.

3 – Egoísmo do parceiro:

O parceiro se afasta de tudo, removendo qualquer laço de amizade. O casal morre de tédio.

4 – Não se corta o cordão umbilical:

Não se corta o cordão umbilical com a família. Continua-se psicologicamente dependente dela. O parceiro é amado somente pela metade.

5 – Relações sexuais prematuras:

“O destino da sexualidade é o amor”, Freud.

6 – Comunicação contraditória:

Na comunicação são enviadas ao parceiro duas mensagens contraditórias onde a primeiro nega a segunda. Cai-se na falsidade. A relação torna-se pesada e sufocante. Precisamente não se entendem e não sabem por quê.

7 – Não há autoconhecimento e amor próprio:

Quem não ama a si mesmo, não é capaz de amar o outro: faltam-lhe os parâmetros fundamentais do amor. Infelizmente ninguém se ama em plenitude a si mesmo se não se ajuda a escolher a favor do seu próprio bem. Quem não se ama é egoísta. O amor deve crescer ordenadamente. Primeiro temos que embriargarnos de “amor agradecido” para que logo chegue “o amor generoso”.

8 – Amor conjugal subjugado a padrões de paternidade e maternidade:

É necessário cuidar da relação conjugal: é errado fazer de mãe e de pai da pessoa com a qual se estabelece uma relação conjugal.

9 – Síndrome dos “que amam demais”:

A família pode ser “devastada” muito facilmente se confundir o amor com estresse psicológico. Um parceiro sereno e tranquilo não cria interesse: há pessoas procurando um que o sacode, crie emoções fortes, recuperando situações apaixonadas.

10 – Consagração como refúgio-fuga no religioso:

Expressão de imaturidade, que frente às dificuldades e ao cansaço de amar, sonha com outra situação ideal onde tudo corre tranquilamente e não necessita de um esforço para serem felizes.

11 – Assombrados pelo passado:

Quando se viveu uma história intensa de amor, que foi longa, não é fácil tirar do coração. Corre-se o risco de “ler” o novo parceiro com o filtro anterior, e amor não coagula até uma cumplicidade profunda. Antes de começar uma nova história de amor, é necessário ter curado a memória.

12 – Complexo de onipotência-grandeza:

Pessoa imatura que vê a realidade com critérios “infantis” e se escandaliza se o parceiro não vê a realidade da mesma maneira.

13 – Trabalho demais:

Quando a pessoa “se aliena nas obras de suas mãos” descuidando de investir energias para fazer crescer o amor. O melhor de si se investe em outro lado.

14 – Trauma de um estado de abandono:

Por traumas anteriores um dos parceiros exaspera o outro colocando-o continuamente à prova em situações impossíveis de verificar cada vez que não é abandonado.

15 – Mentiras desestabilizadoras:

“O amor deve ser sincero. Odeiem o que é mau; apeguem-se ao que é bom”. (Rm 12:9)

16 – Relação idólatra:

Exige-se do parceiro a satisfação de todas as necessidades, como se fosse Deus.

17 – Silêncio de defesa:

Ocultam-se do parceiro aspectos importantes da própria personalidade, marcada por traumas e feridas não resolvidas. Tem-se medo de acessar um passado que dói.

18 – Emoções e sentimentos flutuantes, distância entre a psique e o corpo:

Não é uma representação realista psíquica da própria corporalidade e distância dela. Busca-se “a ilha da felicidade” fora do corpo. Realidade completamente inconsciente, que nos torna incapazes de cultivar relações sólidas e prejudica a maturidade nas eleições definitivas.

19 – Encenação e dramatização:

Modalidade adolescente de enfatizar situações de gozar de emoções fortes.

20 – Estrutura de personalidade neurótica:

Categorias mentais rígidas. A criança e o adolescente continuam falando e atuando no adulto. É-se incapaz de relações estáveis e decisões definitivas.

O sacerdote Marini, em 40 anos de experiência de ajuda aos casais em dificuldade, sustenta que é suficiente somente um destes pontos para deteriorar uma relação. Ilustramos apenas uma pequena parte de um discurso muito profundo e complexo.

Acredito que é importante sublinhar a necessidade de se tornar especialistas na vida afetiva, porque é na vida afetiva que o ser humano joga o sucesso de sua experiência, sua plena relação. Aprender a pedir perdão é decisivo. Saber por que pedimos perdão é necessário.

Por Costanza d’Ardia

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