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Minha próxima tatuagem

Fernando Henrique C. de Oliveira-cc
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Ele ainda não tinha aderido a Maria, até que um dia percebeu algo diferente

Eu confesso que realmente nunca tive uma ligação forte com Maria. Não é que ela me incomodava – eu simplesmente nunca “aderi” a ela ou à devoção de nossa Igreja por ela.

Como muitos católicos reconvertidos, ao voltar a Cristo e à sua Igreja, eu tive uma espécie de período de lua de mel onde tudo parecia novo e brilhante. Fui à missa quase todos os dias; entrei em cada ministério do programa de diaconato na diocese de Trenton e passei um ano na formação de lá.

Mas e Maria? Não; realmente nunca tive uma ligação estreita.

Então você acharia estranho que eu tenha uma cópia em tamanho natural de Nossa Senhora de Guadalupe no meu estúdio. Há outra em meu escritório, e onde me sento na missa diária é bem próximo a outro retrato em tamanho natural. A imagem está em meu suporte de cartão de memória; eu tenho uma camiseta com ela desenhada, e se fizer uma tatuagem, será a imagem de Nossa Senhora de Guadalupe.

Eu realmente não consigo explicar. Cada uma dessas imagens tem feito seu caminho em minha vida através de um canal diferente – eu nunca procurei ou comprei uma única sequer, mas se alguém me acusasse de “adoração a Maria”, haveria imagens suficientes, ao meu redor, como prova para me condenar.

No entanto, eu não tinha essa afinidade.

Eu tentei rezar o Rosário. Todo mundo – eu quero dizer todo mundo – me disse que eu deveria. Minhas tentativas levaram-me a qualquer deriva ao longo da rodovia ou a adormecer no meio do “Glória ao Pai”.

Como você pode ter uma devoção a Maria se mal consegue rezar o Rosário? Imaginei: não é possível.

Um dia, porém, ao fazer uma pesquisa de arquivo, uma fotografia da imagem original da tilma de Juan Diego encheu meu monitor.

Analisando isso, comecei a perceber o quão cercado estou pela imagem dela, e acabei me perguntando: por que, se eu não tinha sentimentos especiais por Maria, estava cercado por Guadalupe? Poderia ser possível que Maria estivesse tentando chamar minha atenção?

Aqui está o lance: é sempre a imagem de Nossa Senhora de Guadalupe que está em torno de mim, nenhuma outra. E é uma imagem milagrosa, divinamente forjado, certo? Eu sou fotógrafo, diretor de arte, um cara da imagem. E como, exatamente, que você ganha a atenção de um cara desse ramo? Talvez se mostrando continuamente, na única representação de Maria que temos na terra, não feita por mãos humanas ou pela imaginação. Não esculpida, não pintada, não fotografada.

Tudo bem, ela tem a minha atenção, mas o que ela estava tentando me dizer? Rezar o Rosário? Realmente, isso é tudo?

Eu percebi que sempre que Nossa Senhora de Guadalupe chamava minha atenção, gostaria que tomasse consciência dela e parasse o que estava fazendo – às vezes por alguns minutos, às vezes apenas por um segundo – e independentemente de quanto tempo, eu tenho essa sensação de paz completa, mas também uma sensação de algo mais que tenho na minha concorrida voz interna.

“Fazei tudo o que Ele vos disser”, é o que Maria disse aos servos de Caná. Foi Guadalupe me dizendo que há algo eu deveria fazer que eu não fazia? Na verdade, havia muitas coisas que eu não deveria estar fazendo, e por aí foi a conversa.

E então isso me atingiu: eu precisava ouvir. Maria estava dizendo: “cale-se. Caso contrário, como você vai me ouvir?”.

E ela estava certa. Quando eu ia rezar, gostava de tagarelar sobre quase tudo: casa, trabalho, universo. Eu nunca “tomava um fôlego”. Acho que pensei que Deus precisava de mim para dizer-lhe o que precisava de conserto, mas por que o Criador do Universo necessitaria do meu conselho, certo?

Talvez esta seja a forma como o crescimento espiritual vem às vezes – com a presença de uma mãe, assombrando-o, dizendo para você abaixar a cabeça e ouvir.

Então lá estava a minha resposta: ela estava sendo uma mãe para mim, e realmente uma espécie bastante típica de mãe.

Descobri que eu afinal precisava de Maria.

Para aquelas pessoas com devoções fortes, eu não preciso dizer o quanto a presença dela significa em sua vida, e para aquelas pessoas que podem ser céticas ou apenas curiosas, você pode querer gastar um pouco de tempo para conhecê-la. Dê uma boa olhada ao seu redor, você pode perceber, como eu fiz, que ela estava muito próxima – de fato, ao meu redor.

Obrigado, Mãe Maria, por obter a minha atenção, e por voltar-se para o seu filho, e que eu possa conhecê-lo melhor. E se você puder, por favor, ajude-me a encontrar um bom tatuador!

Jeffrey Bruno é diretor de arte de Aleteia.org