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Síria: bombardeio mata três em hospital apoiado pela Médicos Sem Fronteiras

© MEZAR MATAR/AFP
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Três pessoas morreram, e outras seis ficaram feridas na última sexta-feira em um bombardeio a um hospital apoiado pela organização Médicos Sem Fronteiras em Tafas, na província de Deraa, no sul da Síria – anunciou a ONG nesta terça.

O ataque contra o hospital, “a última estrutura médica atingida por uma série de bombardeios no sul da Síria” nestes últimos dois meses, destruiu uma parte do edifício e deixou suas ambulâncias fora de circulação, denunciou a MSF, acrescentando que os veículos eram “muito usados”.

“Pelo temor de suas vidas, mais de 20.000 habitantes de Tafas fugiram para as regiões vizinhas”, completou a ONG.

Pelo menos 177 hospitais foram destruídos, e cerca de 700 membros da equipe médica morreram desde o início da guerra na Síria em 2011, segundo uma estimativa de final de janeiro de uma organização humanitária síria.

A MSF não informou a nacionalidade do avião, ou aviões que bombardearam o hospital.

“Desde o início do ano, 13 centros médicos, ou hospitalares, na Síria foram atingidos”, lamentou a ONG.

Segundo o presidente da União das Organizações de Emergência e de Cuidados Médicos (UOSSM), Ubaida Al-Mufti, os bombardeios russos não evitam estes edifícios.

“Desde o início dos ataques aéreos russos há quatro meses (em apoio ao regime de Bashar Al-Assad), foram destruídos 29 hospitais, e 20 membros da equipe médica morreram”, afirmou Al-Mufti.

O secretário de Estado americano, John Kerry, e o ministro francês das Relações Exteriores, Laurent Fabius, pediram na quinta-feira passada o fim dos bombardeios russos na Síria. Ambos acusaram Moscou, implicitamente, de impedir as negociações de paz.

No dia anterior, o chanceler russo, Serguei Lavrov, havia declarado que a intervenção militar na Síria não terminaria antes de “ter vencido realmente” os grupos terroristas.

A guerra da Síria deixou mais de 250.000 mortos. Segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH), mais de mil civis morreram pelos bombardeios russos desde 30 de setembro, quando começou a intervenção de Moscou na Síria.

(AFP)