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Prioridade na Síria deve ser combate ao EI, diz chanceler saudita à AFP

Agências de Notícias - publicado em 19/02/16

A prioridade de qualquer possível intervenção terrestre na Síria deve ser a luta contra os jihadistas do grupo Estado Islâmico (EI), declarou nesta quinta-feira o ministro saudita das Relações Exteriores, que reafirmou que o presidente Bashar al-Assad não “tem futuro” na Síria.

Em uma entrevista à AFP, Adel al-Jubeir rejeitou uma redução por seu país da produção de petróleo que atormenta os mercados nas últimas semanas.

Sobre a Síria, ele lembrou que “o reino da Arábia Saudita expressou sua disposição em enviar à Síria forças especiais como parte desta coalizão, a fim de eliminar o Daesh (acrônimo em árabe do EI), esta é (su)a missão e (su)a responsabilidade”.

Em várias ocasiões este mês, o reino saudita manifestou sua disposição em participar de uma invasão por terra se a coalizão internacional anti-EI, liderada por Washington, optar por tal ação.

Jubeir, de 54 anos, ressaltou que não poderia “especular” sobre uma eventual transformação das operações anti-EI a longo prazo em uma ação militar para derrubar o regime de Assad.

“Seria algo sobre a qual a coalizão internacional deveria tomar uma decisão. Por enquanto, o objetivo de qualquer força terrestre ou forças especiais seria combater o Daesh, a fim de recuperar território”, declarou o ministro que falou em inglês e árabe.

O Pentágono confirmou na terça-feira que a Arábia Saudita havia assumido seu lugar na campanha de ataques aéreos liderada pelos Estados Unidos contra o EI.

O reino já fazia parte da coalizão internacional que luta há mais de 18 meses contra o grupo jihadista na Síria e no Iraque, mas havia reduzido significativamente o seu compromisso em março 2015 em razão de sua intervenção no vizinho Iêmen.

‘Não irá funcionar’

Jubeir também ridicularizou as declarações do presidente Assad, que afirmou na semana passada, em entrevista à AFP, que o seu objetivo era recuperar toda a Síria militarmente.

“Bashar al-Assad disse muitas coisas desde o início da crise. Muitas de suas palavras provaram ser irrealistas. Na verdade, esta é uma pessoa que causou a morte de mais de 300.000 pessoas inocentes, deixou 12 milhões de deslocados e destruiu seu país (…) É claro que Assad não tem futuro na Síria”, ressaltou.

Quando questionado sobre o compromisso dos Estados Unidos com seus aliados e a oposição síria, o ministro saudita teve o cuidado de evitar criticar o governo americano.

Washington é “muito sério em seu apoio à oposição síria e na luta contra o Daesh”, afirmou. Mas “acredito que todos os países podem fazer mais”.

Para Jubeir, “está se tornando cada vez mais claro que o envolvimento da Rússia na Síria pretende reforçar Assad, mas isso não vai funcionar”.

Ele também criticou a “interferência” do Irã, outro aliado de Damasco com o qual Riad rompeu relações diplomáticas no mês passado. “Se o Irã quer ter boas relações com a Arábia Saudita, deve mudar de atitude e política. Meras palavras não vão fazer o trabalho.”

“Não foi abandonado” por Washington

Jubeir afirmou que o reino saudita “não se sentiu absolutamente” abandonado por seu “aliado histórico”, os Estados Unidos, após a assinatura, em julho de 2015, do acordo sobre o programa nuclear iraniano, que possibilitou uma reconciliação com a República islâmica.

“Há mais de sete décadas, a América tem sido o nosso maior parceiro comercial, o maior investidor no reino e a principal fonte para o nosso equipamento de defesa”, ressaltou o ministro saudita, sem “duvidar” do envolvimento de Washington “com a segurança do reino”.

“Eu não vejo qualquer redução dessa relação. Quanto mais o tempo passa, mais eu vejo um reforço”, disse ele.

Questionado sobre a crise do petróleo, Jubeir afirmou que “a Arábia Saudita não está pronta a reduzir sua produção” de petróleo para manter os preços, em baixa devido a uma sobreoferta.

Ele ressaltou ainda que os preços do óleo bruto – que perdeu 70% de seu valor desde meados de 2014 – “serão determinados pela oferta e pela demanda, e pelas forças do mercado”.

O reino saudita – que, com a Rússia, é um dos primeiros produtores de petróleo do mundo – “irá defender a sua parte no mercado, já dissemos”, ressaltou.

A Arábia Saudita e a Rússia anunciaram na terça-feira, em uma reunião em Doha, com a Venezuela e Catar que concordariam em congelar, sob certas condições, sua produção de petróleo aos níveis de janeiro.

Por fim, Jubeir afirmou que as operações militares da coalizão árabe no Iêmen têm como objetivo restabelecer o governo legítimo do pais.

Ele indicou que a Arábia Saudita, que comanda as operações da coalizão árabe no Iêmen, não se encontra “atolada” no país, apesar da resistência dos rebeldes xiitas huthis, que ainda controlam a capital Sanaa e parte do norte do país.

“É apenas uma questão de tempo antes que a coalizão no Iêmen tenha sucesso na restauração do governo legítimo do Iêmen para que controle todo o território nacional”, concluiu.

(AFP)

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