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EUA reorganizarão forças armadas para enfrentar novas ameaças

AFP

(23 set) Avião militar americano retorna de uma missão contra jihadistas

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As forças armadas dos Estados Unidos devem rever sua organização para melhorar a resposta às ameaças de magnitude mundial, entre elas o grupo Estado Islâmico (EI) – declarou o secretário americano da Defesa, Ashton Carter, nesta terça-feira.

Carter propôs a revisão da lei Goldwater-Nichols, de 1986. Essa lei estrutura a organização das forças armadas, assim como suas relações com o poder político.

Esta “nova” organização passaria pelo reforço da influência do chefe do Estado-Maior das Forças Armadas frente aos poderosos comandos regionais, como os do Oriente Médio, da Ásia-Pacífico e da Europa.

O combate contra o EI mostrou que “os comandos do Oriente Médio, da Europa, da África e das Operações Especiais deveriam coordenar seus esforços mais do que nunca”, disse Carter, em um discurso no Center for Strategic and International Studies (CSIS), um “think tank” de Washington.

Competências como logística, Inteligência e planejamento seriam compartilhadas entre os comandos regionais e o Estado-Maior, para eliminar sobreposições.

Além disso, o chefe do Estado-Maior Conjunto terá o poder de fazer recomendações na hora de discutir os recursos a serem destinados aos diferentes comandos. Permanecerá, porém, sem qualquer poder operacional direto.

Com cerca de 4.000 militares sob sua responsabilidade, o chefe do Estado-Maior Conjunto continuará sendo, de qualquer maneira, o principal assessor militar do presidente dos EUA, que se mantém fora da cadeia de comando.

Também em conferência no CSIS, o senador republicano John McCain disse nesta terça-feira que a estratégia de “escalada gradual” utilizada pela coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos para lutar contra o EI no Iraque e na Síria é equivocada e pode levar o país a uma derrota similar à sofrida na guerra do Vietnã, na década de 1970.

Em carta dirigida a Ashton Carter, McCain lembrou que, embora a coalizão tenha infligido algumas derrotas ao EI, os extremistas controlam amplas faixas de território desses dois países.

(AFP)

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