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Tchau, preguiça: exercitar bem o corpo é uma virtude cristã importantíssima!

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ANNAPOLIS, Md. (April 22, 2007) - Midshipman 3rd Class Nicholas Lowe shows Julian Than how to stretch before running in the Special Olympics at the Naval Academy. More than 300 Midshipmen, active duty service members, and Annapolis-area high school students volunteered as event staff and athlete escorts for the event, which drew 175 athletes from three Maryland counties. U.S. Navy photo by Mass Communication Specialist Seaman Apprentice Matthew A. Ebarb (RELEASED)
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"Onde quer que a têmpera viril deu lugar à moleza amaneirada, arrastou sempre após si a decadência"

Não, não estamos falando de ficar “bombadão” ou “saradona” para se exibir, entregando tempo, energia e dinheiro à vaidade e à fútil ilusão das aparências. Estamos falando é de superação da preguiça; de vencer a moleza e a frouxidão; de exercitar a força de vontade, o caráter, o domínio pessoal; estamos falando de cuidar da saúde, de livrar a alma da ociosidade e da indolência, de manter-se no controle de si próprio integralmente. Estamos falando de responsabilidade para com a unidade entre o nosso corpo e a nossa alma, templo do Espírito Santo. As muitas desculpas para descuidar do corpo não são compatíveis com a virtude cristã. Mexa-se!

É disto que fala este trecho do clássico livro de dom Tihamer Toth, “O moço educado”, voltado à formação juvenil:

* * *

Não duvido que tenhas mais de uma vez ouvido a frase que nos vem da antiguidade: “Mens sana in corpore sano” (“mente sadia em corpo sadio“).

Quisera fazer-te notar, a este respeito, que não somente o corpo são e bem adestrado é precioso auxiliar que nos ajuda a bem cumprir nossa missão neste mundo, mas também que a alma jovem se dispõe com maior facilidade a transformar-se num caráter e a permanecer firme num corpo bem aguerrido, bem exercitado, bem destro, do que num montão de carne mole e preguiçosa.

Faz exercício de ginástica e de trabalho físico todos os dias, mormente nos anos de adolescência, a partir dos 13 ou 14 anos. É ainda um bom meio para conseguir assegurar a pureza de alma. O jovem que cuida todos os dias de fadigar não somente o espírito, mas também o corpo, estará muito menos exposto às tentações do que o moço ocioso e indolente. O corpo afagado e farto de gulodices embriaga-se com a sua importância: nada mais natural. Quer ser o senhor, quer reinar, torna-se exigente e, golpe sobre golpe, envia o assalto e artilharia das tentações sensuais contra a pobre alma.

O corpo é inimigo em nossa própria casa: sempre pronto ao mal, cheio de displicência pelo bem. Contudo, se tomares cuidado de bem exercitar, de disciplinar, de domar em todos os sentidos esse lobo esfaimado – se o obrigares a fazer um bom exercício de ginástica todos os dias -, verás que ele desiste de suas pretensões impudentes.

Ensina-nos a história que as nações sadias e fortes sempre ligaram importância especial ao adestramento físico dos seus cidadãos. Onde quer que a têmpera viril deu lugar à moleza amaneirada, arrastou sempre após si a decadência – a decadência da saúde como a da cultura.

Mas o que é, precisamente, o adestramento viril?

É essa capacidade do corpo que permite suportar, sem dano para a saúde, impressões, estímulos e golpes muito fortes. Essa qualidade se evidencia sobretudo em face das mudanças de tempo e de temperatura. O homem de saúde perfeita pode sair dum quarto quente para o ar frio sem se resfriar. Suporta sem dano o vento, o nevoeiro, a umidade, assim como o sol de verão. Seus vasos sanguíneos se contraem e se dilatam conforme a necessidade, levam mais ou menos sangue às diversas partes do corpo e, desse modo, permitem que se conserve sempre o calor natural do organismo. O calor natural do corpo jovem e bem adestrado preserva melhor do resfriado que um agasalho.

Um homem bem exercitado sabe também domar melhor a fome, a sede e a fadiga. O jovem exercitado sabe sorrir apesar de uma dor de dentes desagradável, não se deixa abater pela fadiga ou por uma leve indisposição. Não conhece o medo, não é guloso, não faz de preguiçoso na cama de manhã, sabe sempre conservar o corpo sob o domínio da alma.

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Dom Tihamer Toth, “O moço educado”, Parte I – O jovem bem educado