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Atentados reivindicados pelo EI matam mais de 120 na Síria

AFP

Agências de Notícias - publicado em 23/05/16

O regime sírio foi atingido por uma série de ataques que mataram mais de 120 pessoas em seus redutos na região costeira e que foram reivindicados pelo grupo jihadista Estado Islâmico (EI).

Os ataques que atingiram Tartus e Jableh são inéditos nessas cidades relativamente poupadas pela guerra que devasta a Síria há cinco anos.

Também são os mais violentos em 30 anos nestes redutos de alauitas, uma comunidade minoritária à qual pertence o chefe de Estado Bashar al-Assad.

Os ataques ocorrem num momento em que o EI está enfrenta uma pressão crescente na Síria e no Iraque, onde as forças do governo lançaram nesta segunda-feira a batalha para expulsar os jihadistas da cidade de Fallujah.

O EI também reivindicou um duplo atentado no Iêmen, que matou pelo menos 41 pessoas, em sua maioria jovens recrutas do exército em Aden.

Em Tartus, a série de ataques começou por volta das 9h00 (3h00 no horário de Brasília), quando dois suicidas detonaram explosivos dentro de uma estação rodoviária, seguidos pela explosão de um carro-bomba do lado de fora, de acordo com uma fonte da polícia.

“Esta é a primeira vez que ouvimos explosões em Tartus e que vemos mortos e corpos desmembrados”, testemunhou Shadi Othman, um bancário de 42 anos que visitou o local das explosões.

Quinze minutos depois, outras explosões simultâneas ocorreram em Jableh, 60 km ao norte, em frente a uma estação rodoviária, na companhia de energia elétrica e em dois hospitais, segundo uma fonte policial.

“No Hospital Nacional, um suicida detonou seu cinto de explosivos no setor de emergência, enquanto que no Al-Assaad um carro-bomba explodiu na entrada”, informou a fonte.

A televisão estatal síria exibiu imagens de veículos incendiados, sangue, fumaça e vidro.

No total, a polícia relatou quatro carros-bomba e três atentados suicidas, enquanto o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH) citou dois carros-bomba e cinco ataques suicidas.

A ONG estabeleceu um balanço de pelo menos 121 mortos e dezenas de feridos, quase todos civis. Segundo a agência de notícias oficial SANA, os ataques deixaram pelo menos 78 mortos.

‘Cidade paralisada'”Esta é a primeira vez que Tartus é atingida pela guerra (…) eu vi da minha janela as pessoas correndo com medo, lojas fechadas e uma cidade completamente paralisada”, relatou Merhi, um pintor.

Os ataques seguem o modus operandi da Al-Qaeda, da qual se originou o EI, que reivindicou os ataques de acordo com agência Amaq, ligada à organização ultrarradical.

O grupo não tinha uma presença conhecida na costa da Síria, ao contrário da Frente Al-Nosra, o braço sírio da Al-Qaeda, que combate o regime na província de Latakia. Mas a organização conta com células adormecidas para atacar seus inimigos.

Se a reivindicação for confirmada, seria um forte golpe do EI para mostrar que ainda está em ação, apesar das suas derrotas no oeste do Iraque e no leste da Síria.

Após os ataques, os moradores de Tartus culparam os refugiados de Aleppo e Idleb, que são redutos dos rebeldes, com a acusação de “simpatia para com o terrorismo”.

Tartus e Jableh abrigam respectivamente a base naval e o aeroporto militar das forças do contingente russo que apoia o regime de Assad.

“O aumento das tensões e atividades terroristas na Síria só pode suscitar grande preocupação”, reagiu o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, cujo país lidera há oito meses ataques aéreos contra os opositores do regime Assad.

Os ataques “demonstram mais uma vez o quão frágil é a situação na Síria e a necessidade de tomar medidas fortes para reavivar o processo de paz”, acrescentou.

“Os ataques com carros-bomba cometidos hoje pelo Daesh (sigla em árabe do EI) em Tartus (…) são odiosos”, afirmou o governo da França.

São os ataques mais violentos desde os de 16 de abril de 1986, quando bombas explodiram em Tartus e outras áreas próximas, o que provocou 144 mortes. As autoridades acusaram na ocasião a Irmandade Muçulmana com o apoio financeiro do ex-ditador iraquiano Saddam Hussein.

(AFP)

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