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O viajante, São José e o acidente fatal de trem

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Aleteia Brasil - publicado em 15/06/16

Um relato sobre a intercessão dos santos, em especial do santo pai adotivo do Menino Jesus!

Foi em 18 de março de 1888. Viajava um sacerdote no trem de Mogúncia a Colônia, na Alemanha, quando, ao passar por Bonn, notou que seu vizinho se persignou, juntou as mãos e pôs-se a rezar.

– Amanhã é a festa de São José. Seria por acaso o seu patrono? – perguntou-lhe o padre.

– Não, senhor. A minha esposa até se chama Josefina, e eu bem que gostaria de estar amanhã em sua companhia. Mas tenho outro motivo para dar graças… E, se interessar ao senhor, posso contar-lhe a minha história, pois um sacerdote a entenderá.

– Certamente.

– Quando menino, recebi de minha boa mãe uma educação piedosa. Infelizmente, ela morreu bem cedo; meu pai não se ocupou de minha educação religiosa e logo abandonei todas as práticas de piedade. Encontrei, mais tarde, uma jovem excelente, e, desejando fazê-la minha esposa, fingi sentimentos religiosos que não possuía. Uma vez casados, quase morreu de pesar quando lhe abri meu coração e me pus a zombar de suas devoções. Há cinco anos, na sua festa onomástica, dei-lhe um rico presente, mas ela, quase receosa, me disse: “Há outro presente que me faria mais feliz“. Qual? “A salvação da tua alma, querido“, respondeu ela, entre soluços. Então lhe disse para pedir-me o que quisesse e eu o faria. Ela propôs: “Vem comigo amanhã, dia de São José, até igreja tal. Haverá sermão e bênção“. Aceitei: “Se for só isso, podes enxugar as tuas lágrimas que te acompanharei“.

A igreja estava repleta. O pregador, muito moço, “deixou-me frio e indiferente”, prosseguiu o viajante em seu relato ao sacerdote a bordo do trem:

– Contudo, ele disse uma coisa que me impressionou: “Jamais alguém invocou a proteção de São José sem que recebesse o seu auxílio. Tende firme confiança de que ele correrá em socorro de todo aquele que o invocar na hora do perigo, ainda que seja pecador ou mesmo incrédulo“. Ao sairmos da igreja, minha esposa me disse: “Muitas vezes estarás em perigo em tuas viagens. Promete-me que, chegando o caso, dirás esta breve oração: ‘S. José, rogai a vosso divino Filho por mim’“.

O sacerdote ouvia o relato com atenção. O viajante continuou:

– Assim prometi. Pouco depois, viajava por este mesmo lugar em que nos encontramos agora. Éramos sete no compartimento. De repente, um apito de alarme e um formidável choque nos atirava pelos ares. Não tive tempo de dizer mais que “São José, socorro!”. Tudo foi coisa de um instante. Ao voltar a mim, vi alguns dos meus companheiros horrivelmente despedaçados. Eu sofrera apenas leves contusões. Desde aquele dia, retomei as práticas religiosas e repito sempre, com grande confiança: “São José, socorrei-me!“.

Confira também o testemunho de devoção a São José escrito por Santa Teresa de Jesus: ela também afirma que ninguém que recorra a São José se verá algum dia defraudado. Para ler o testemunho: “O homem a quem o próprio Deus chamou de pai”

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A partir de “Tesouro de Exemplos”, Pe. Francisco Alves, via blog O Segredo do Rosário

Tags:
DevoçãoOraçãoSão José
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