Aleteia logoAleteia logo
Aleteia
Quinta-feira 29 Outubro |
São Sálvio
home iconAtualidade
line break icon

Veja os principais pontos do relatório sobre a participação britânica na guerra do Iraque

<p>Os caças Tornado britânicos participam de bombardeios e operações de vigilância e reconhecimento, como parte da campanha liderada pelos Estados Unidos no Iraque</p>

Agências de Notícias - publicado em 06/07/16

O relatório Chilcot sobre o envolvimento polêmico do Reino Unido na guerra no Iraque em 2003, publicado nesta quarta-feira, critica severamente a ação do ex-primeiro-ministro Tony Blair e o papel dos serviços secretos.

Veja os principais pontos do relatório:

– Blair à serviço dos EUA – O relatório da comissão Chilcot, nome em homenagem a seu presidente John Chilcot, pinta um retrato severo do trabalhista Tony Blair, que era o então chefe executivo britânico.

– Em 28 de julho de 2002, oito meses antes da invasão do Iraque, Blair escreveu ao presidente americano George Bush para assegurar-lhe que estaria com ele “aconteça o que acontecer” .

– Sr. Blair também não “insistiu junto ao presidente Bush para obter garantias firmes sobre os planos americanos”.

– O relatório, de cerca de 2,6 milhões de palavras, também diz que Blair envolveu seu país em uma atividade diplomática de tal comprometimento que teria sido “muito difícil para o Reino Unido retirar posteriormente seu apoio aos Estados Unidos a Estados Unidos”.

– Último recurso – – “Em 2003, não havia nenhuma ameaça iminente de Saddam Hussein. Portanto, a estratégia de contenção poderia continuar por algum tempo”.

– “Concluímos que o Reino Unido escolheu se juntar à invasão do Iraque antes que todas as opções pacíficas para um desarmamento fossem esgotadas. A intervenção militar não foi, portanto, o último recurso”.

– Destruição em massa – – “Está claro que a estratégia no Iraque foi concebida com base em informações e estimativas deficientes. Elas não foram criticadas, e elas deveriam ter sido”.

– “As conclusões sobre a gravidade da ameaça representada pelas supostas armas de destruição em massa iraquianas foram apresentadas como uma certeza que não se justificava”.

– Os responsáveis pela inteligência britânica “deveriam ter indicado claramente a Blair que as informações não indicavam com certeza absoluta que o Iraque continuava a produzir armas químicas e biológicas, ou que os esforços para desenvolver armas nucleares continuavam”.

– John Chilcot é mais prudente sobre o dossiê publicado pelos serviços de Blair em setembro de 2002, que afirmava que o Iraque tinha armas de destruição em massa que poderiam ser implantadas em 45 minutos.

– “Não há evidências de que essas informações foram inseridas de maneira inapropriada no dossiê ou que (o gabinete do primeiro-ministro) teria influenciado de forma imprópria o texto”.

– Sem preparo – – “O governo fracassou em levar em conta a dimensão da tarefa necessária para estabilizar, gerenciar e reconstruir o Iraque e as responsabilidades que recairia sobre o Reino Unido”.

– “O governo não estava preparado para o papel no qual o Reino Unido viu-se em abril de 2003. Muito do que aconteceu de mal se deu por esta falta preparação”.

– O relatório observa que “apesar dos avisos, as consequências da invasão foram subestimadas”.

– O relatório também observa que os recursos militares comprometidos foram fracos e inadequados.

“Constatamos que o ministério da Defesa foi lento para responder à ameaça representada por dispositivos explosivos improvisados e que os atrasos no fornecimento de veículos de patrulha blindados adequados não deveriam ter sido tolerados”.

– 179 soldados britânicos foram mortos no conflito durante os seis anos de envolvimento britânico, até 2009.

(AFP)

Apoiar a Aleteia

Se você está lendo este artigo, é exatamente graças a sua generosidade e a de muitas outras pessoas como você, que tornam possível o projeto de evangelização da Aleteia. Aqui estão alguns números:

  • 20 milhões de usuários no mundo leem a Aleteia.org todos os meses.
  • A Aleteia é publicada em 8 idiomas: Português, Francês, Inglês, Árabe, Italiano, Espanhol, Polonês e Esloveno.
  • Todo mês, nossos leitores acessam mais de 50 milhões de páginas na Aleteia.
  • 4 milhões de pessoas seguem a Aleteia nas redes sociais.
  • A cada mês, nós publicamos 2.450 artigos e cerca de 40 vídeos.
  • Todo esse trabalho é realizado por 60 pessoas que trabalham em tempo integral, além de aproximadamente 400 outros colaboradores (articulistas, jornalistas, tradutores, fotógrafos…).

Como você pode imaginar, por trás desses números há um grande esforço. Precisamos do seu apoio para que possamos continuar oferecendo este serviço de evangelização a todos, independentemente de onde eles moram ou do quanto possam pagar.

Apoie Aleteia a partir de apenas $ 1 - leva apenas um minuto. Obrigado!

Oração do dia
Festividade do dia





Top 10
TRIGEMELAS
Esteban Pittaro
A imagem de Nossa Senhora que acompanhou uma ...
Aleteia Brasil
O milagre que levou a casa da Virgem Maria de...
Philip Kosloski
3 poderosos sacramentais para ter na sua casa
Reportagem local
Corpo incorrupto de Santa Bernadette: o que o...
Aleteia Brasil
Quer dormir tranquilo? Reze esta oração da no...
No colo de Maria
Como rezar o terço? Um guia ilustrado
OLD WOMAN, WRITING
Cerith Gardiner
A carta de uma irlandesa de 107 anos sobre co...
Ver mais
Boletim
Receba Aleteia todo dia