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Francisco: estar próximo “do irmão e da irmã em dificuldades”

John Perivolaris
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“Mediante as obras boas é que cumprimos, com amor e com alegria ao próximo, nossa fé que revive e dá fruto”

Por Giacomo Galeazzi

“Ao final, seremos julgados pelas obras de misericórdia”, disse o Papa Francisco durante o Angelus, citando a célebre canção da cantora italiana Mina: “Parole, parole, parole…”, para advertir sobre as “palavras que se vão com o vento” e para distinguir as obras de misericórdia de uma solidariedade que só se diz com palavras. “Deus está nos refugiados que todos querem expulsar. Meu próximo também tem nacionalidades e religiões diferentes”, ressaltou Francisco.

Se não nos sentimos interpelados pelos demais, “não somos bons cristãos”, advertiu. “Quem é meu próximo? A quem devo amar como a mim mesmo? A meus parentes? A meus amigos? A meus compatriotas? Aos de minha religião?, perguntou o Papa, em uma catequese sobre a parábola do Bom Samaritano, que em sua narração “simples e estimulante” aponta para “um estilo de vida, cujo centro de gravidade não somos nós próprios, mas, sim, os demais, com suas dificuldades”. Ou seja, “aqueles que encontramos em nosso caminho e que nos interpelam”. De fato, ressaltou o Pontífice, “os demais nos interpelam, e quando não nos interpelam há algo que não está bem, algo que não é cristão”. Então, acrescentou Jorge Mario Bergoglio, “não devo rotular os demais para decidir quem é meu próximo e quem não é: depende de mim ser próximo ou não da pessoa que encontro e que precisa de ajuda, ainda que seja estranha e inclusive hostil”.

Por isso, é necessário se fazer próximo “do irmão e da irmã que vemos em dificuldades”. O Papa lançou um chamado a “fazer obras boas, não só dizer palavras que se vão com o vento. Recordo-me daquela canção: ‘Parole, parole, parole…’”. E, acrescentou, “mediante as obras boas é que cumprimos, com amor e com alegria ao próximo, nossa fé que revive e dá fruto”. E daqui deve surgir a pergunta: “minha fé é fecunda? Produz boas obras? Ou, ao contrário, é estéril e, portanto, está mais morta que viva? Faço-me próximo ou simplesmente passo ao lado? Seleciono as pessoas segundo minhas preferências?”. Estas perguntas, explicou o Pontífice, “precisam ser feitas muitas vezes, porque, ao final, seremos julgados pelas obras de misericórdia”. De fato, o Senhor poderá nos dizer: “Lembra-se daquela vez pelo caminho de Jerusalém a Jericó? Aquele homem meio morto era eu. Aquele migrante que queriam expulsar era eu. Aquele avô abandonado era eu. Aquele enfermo que ninguém ia ver no hospital era eu”.

Após a oração mariana, o bispo de Roma saudou os fiéis presentes, provenientes de tantas partes do mundo, especialmente os numerosos grupos da Itália e da Polônia, participantes da grande peregrinação da Família da Rádio Maria ao Santuário de Czestochowa. Francisco recordou que na data celebramos o “Domingo do mar”, dia no qual somos convidados a reconhecer o trabalho das “pessoas do mar”, assim como seus múltiplos sacrifícios. Nesta missão, o Papa animou os capelães e os voluntários em seu “precioso serviço” a todos eles. Ao saudar os grupos de fiéis que estavam na Praça São Pedro, Francisco disse: “Escutei por aí alguns de meus compatriotas, que não ficam calados. Aos argentinos que estão aqui e que fazem barulho, que ‘hacen lio‘, uma saudação especial”.

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