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Papa Francisco adverte sobre risco de não se ter tempo para escutar

© Antoine Mekary / ALETEIA
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‘Tu, marido, tens tempo para escutar a tua mulher? E tu, mulher, tens tempo para escutar o teu marido? Vós, pais, tendes tempo…”

O Papa Francisco falou sobre a tragédia de Nice no Angelus celebrado na Praça de São Pedro nesse domingo.

“Nos nossos corações é viva a dor pela tragédia que na noite de quinta-feira passada, em Nice, ceifou tantas vidas inocentes, e mesmo tantas crianças. Estou próximo a cada família e à inteira nação francesa em luto. Deus, Pai bom, acolha todas as vítimas na sua paz, apoie os feridos e conforte os familiares; Ele afaste cada projeto de terror e de morte, para que nenhum homem ouse versar o sangue do irmão. Um abraço fraterno e paterno a todos os habitantes de Nice e a toda a nação francesa.”

Comentando a passagem evangélica de Marta e Maria, proposta pela liturgia dominical, o Papa Francisco convidou os fiéis a construírem um mundo mais fraterno baseado no acolhimento e não na marginalização e na exclusão.

As duas irmãs que acolhem em casa Jesus recordam-nos que a hospitalidade é “uma virtude humana e cristã”. Uma virtude que, no entanto, “no mundo de hoje arrisca de ser negligenciada” – afirmou o Santo Padre.

Francisco recordou que hoje apesar da existência de muitas “instituições que tratam muitas formas de doença, de solidão, de marginalização”, diminuiu a probabilidade de escuta de quem é “estrangeiro, refugiado, migrante”. No meio de tantos problemas – disse o Papa – “não temos tempo para escutar”.

“E eu gostaria de vos fazer uma pergunta e cada um de vós responda no seu próprio coração: ‘Tu marido tens tempo para escutar a tua mulher? E tu, mulher, tens tempo para escutar o teu marido? Vós pais tendes tempo para perder, para escutar os vossos filhos, os vossos avós, os vossos idosos?”

Nesta passagem evangélica – segundo o Santo Padre – é importante sublinhar que Marta, tomada pelas coisas que tinha que preparar “arrisca-se a esquecer a coisa mais importante, ou seja, a presença do convidado, que era Jesus neste caso”. Escutar é, portanto, uma palavra-chave que não devemos esquecer – afirmou o Papa que terminou o Angelus com a oração a Maria:

“A Virgem Maria, Mãe da escuta e do serviço cuidadoso, nos ensine a ser acolhedores e hospitaleiros com os nossos irmãos e as nossas irmãs”.

Telefonema

Ainda no domingo, o Papa Francisco telefonou para o presidente da Câmara de Nice, Christian Estrosi, para expressar os seus sentimentos pelo atentado terrorista, perpetrado na última quinta-feira dia 14, em que morreram 84 pessoas. Entre os mais de 200 feridos, 52 permanecem em estado crítico.

O Papa perguntou espontaneamente o que poderia fazer para ajudar os familiares das vítimas que encontrará o mais breve possível, no Vaticano, junto com alguns representantes da cidade e socorristas.

O presidente da associação de amizade França-Itália, Paolo Celi, foi quem fez o contacto entre Francisco e o presidente da Câmara de Nice. Esta associação de amizade entre estes dois países europeus foi fundada, em 2012, e envolve 420 mil italianos que residem na França e 4 milhões de franceses de origem italiana.

Segundo Celi, o Papa pediu desculpas por não falar bem o francês. “Um telefonema que dá grande conforto e era o que precisávamos para recomeçar”, disse Celi, segundo a agência Asca.

“Não escondo a minha emoção quando ao responder o telefonema ele me disse: ‘Sou o Papa Francisco!’ O Papa me pediu para transmitir a sua mensagem a todas as famílias envolvidas nesta tragédia, e a todos os habitantes de Nice. O Papa está perplexo com o que aconteceu e pede a todos para rezar pelas vítimas e também por ele a fim de que possa encontrar a força para realizar o seu trabalho. O Papa está connosco, ao nosso lado. Ele me pediu para levar o seu apoio a Christian Estrosi que participou da conversa”, sublinhou ainda Celi.

(Rádio Vaticano)

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