Receba o boletim diário da Aleteia gratuitamente no seu email.

Sem condições de apoiar?

Veja 5 formas de você ajudar a Aleteia

  1. Reze por nossa equipe e pelo êxito de nossa missão
  2. Fale sobre a Aleteia em sua paróquia
  3. Compartilhe os artigos da Aleteia com seus amigos e familiares
  4. Desative o bloqueio de publicidade quando nos visitar
  5. Inscreva-se para receber nosso boletim gratuito e leia-nos diariamente

Obrigado!
Redação da Aleteia

Enviar

Aleteia
Redação da Aleteia / ACI Digital
Como surgem as intenções de oração do Papa?
María Álvarez de las Asturias
Como ajudar um casal que se separou?
Padre Reginaldo Manzotti
Oração para pedir luz ao Senhor
Padre Reginaldo Manzotti
5 lições de vida para ser feliz
Prosa e Poesia
Os recomeços
Vatican News / Redação da Aleteia
Papa aos juízes: não buscar interesse pessoal

França: Assembleia prorroga estado de emergência por seis meses

Polícia francesa desmantelou rede que enviava jihadistas à Síria

Compartilhar

Cinco dias após o atentado de Nice, o governo francês conseguiu prorrogar nesta terça-feira na Assembleia o estado de emergência, em um clima político tenso a nove meses das eleições presidenciais, devido a acusações de fragilidade na luta contra o terrorismo feitas pela oposição.

A Assembleia Nacional francesa adotou durante a noite o projeto enviado pelo governo, e decidiu ampliar a aplicação do estado de emergência a seis meses, até janeiro de 2017, como defendia a direita.

Os deputados também aprovaram emendas para o restabelecimento de revistas em carros e bagagens sem autorização judicial, a supressão da redução de penas para casos de terrorismo, e a criação de uma comissão de controle do estado de emergência, integrada por sete deputados e sete senadores.

O texto, aprovado por 489 votos contra 26 e quatro abstenções, deverá ser debatido no Senado nesta quarta-feira.

Correndo o risco de ser tachado de “fatalista” por seus críticos, o primeiro-ministro Manuel Valls advertiu mais uma vez que haverá “outros atentados” na França e que as pessoas terão que “aprender a viver com a ameaça”.

“Embora estas palavras sejam difíceis de pronunciar, é meu dever fazê-lo: haverá outros atentados e mais inocentes mortos”, disse Valls diante de deputados durante o debate que precedeu a aprovação da medida no Parlamento.

“Não devemos nos acostumar, mas devemos aprender a viver com a ameaça”, acrescentou Valls.

O projeto de lei previa uma prorrogação de três meses, mas um consenso com a oposição acabou por estender a medida por mais seis meses Este regime, decretado após os atentados de 13 de novembro, facilita as revistas policiais e a prisão domiciliar de suspeitos.

O presidente francês, François Hollande, era favorável a prorrogar este regime de exceção por até seis meses.

“Quando há um ataque do qual não sabemos se haverá réplicas (…) minha responsabilidade e a do Parlamento é prorrogar o estado de emergência, por três meses, e estou disposto a ir até três meses mais”, declarou nesta terça-feira em coletiva de imprensa em Lisboa.

Desde o massacre de 14 de julho, em Nice, a oposição de direita continua a atacar o poder. Na segunda-feira, reivindicou uma comissão parlamentar de investigação sobre a tragédia, que deixou 84 mortos e cerca de 300 feridos, 19 dos quais prosseguiam entre a vida e a morte na noite passada.

O partido Os Republicanos, do ex-presidente Nicolas Sarkozy, também defendia a extensão do estado de emergência e propôs como condições uma duração de seis meses e um endurecimento das medidas previstas neste contexto.

Não a uma “legislação de exceção””O governo não vai se opor à ideia de estender o estado de emergência de maneira razoável”, confirmou o secretário de Estado para as Relações com o Parlamento, Jean-Marie Le Guen.

Nesta terça-feira, o primeiro-ministro, Manuel Valls, rechaçou com veemência a ideia de instaurar uma “legislação de exceção” e defendeu que a França continue sendo um Estado de direito.

No estado de exceção está incluída a possibilidade de revistas administrativas a qualquer hora do dia e da noite, sem a necessidade de autorização judicial, assim como a análise de dados dos computadores e telefones encontrados.

O ataque em Nice é o terceiro assassinato em massa na França desde janeiro de 2015. A nove meses da eleição presidencial, envenenou o clima político, com a oposição de direita e da extrema direita acusando o governo socialista de frouxidão.

Manuel Valls foi vaiado na segunda-feira em uma cerimônia em memória das vítimas no local do massacre, a famosa Promenade des Anglais (Passeio dos Ingleses) à beira do Mediterrâneo.

A tensão é agravada pela aproximação das primárias em novembro da direita, que serão disputadas pelo ex-primeiro-ministro Alain Juppé, favorito, e o ex-presidente Nicolas Sarkozy.

Uma consulta divulgada nesta terça-feira reflete o repúdio maciço dos franceses com relação aos principais candidatos em potencial. Setenta e três por cento não querem “em hipótese alguma” que François Hollande seja reeleito e 66% não desejam a volta de Sarkozy à Presidência.

Os investigadores confirmaram nesta segunda-feira o “caráter premeditado” do atentado, “pensado e preparado” pelo tunisiano Mohamed Lahouaiej Boulhel. Cinco pessoas continuam detidas na noite de terça-feira, segundo uma fonte judicial.

Entre os mortos no atentado estão 38 estrangeiros de 19 países, segundo as Relações Exteriores. Trinta eram muçulmanos, a maioria franco-tunisianos, segundo um encarregado da comunidade muçulmana da região de Nice.

Apesar da reivindicação pelo grupo extremista Estado Islâmico (EI), “nenhum elemento da investigação demonstra até agora a lealdade (e o pertencimento) de Mohamed Lahouaiej Boulhel à organização terrorista”, declarou o procurador de Paris, François Molins.

Em troca, a análise de seu computador mostra que teve um “interesse claro e recente” pelo islâ radical, acrescentou Molins.

(AFP)

Aleteia Top 10
  1. Lidos