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Auschwitz durante a JMJ: impressões e opiniões de quem lá esteve

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Durante a JMJ, Auschwitz receberá inúmeras visitas, não só de peregrinos e voluntários, mas também do Papa Francisco

A visita começou em Auschwitz I, o primeiro campo. O dia era de sol, mas começou a escurecer assim que o grande portão do campo, ostentando o lema “Arbeit macht frei” (‘O trabalho liberta’), apareceu à frente dos voluntários, peregrinos e outros visitantes. Nem a diferença de idades, culturas ou idiomas deixou encobrir as sensações que lhes percorriam as mentes. Apesar de serem oriundos de todos os cantos do mundo e dos mais diversos meios, estavam unidos em solidariedade, visivelmente conscientes de que estavam a pisar o chão em que se cometeu um dos maiores crimes contra a Humanidade da nossa história.
Michal Jablonski sabe bem a importância que teve o Holocausto. Aos 28 anos, é um dos voluntários polacos nesta JMJ. Michal vive em Brno, na República Checa, “um país muito ateu”, o que o incitou a inscrever-se neste encontro de jovens católicos. O voluntário quer encontrar-se com pessoas com quem possa partilhar as suas crenças, razão pela qual também participou como voluntário na JMJ de Madrid, em 2011. Quis visitar Auschwitz por curiosidade, para “ver como era”, embora admita que sente medo e até repugnância pelo campo de concentração nazi. “Quando cheguei e vi os quadros que mostravam a vida dos prisioneiros tive logo vontade de ir embora”, afirma Michal, que não recomenda a visita aos campos de concentração nazis às pessoas sensíveis ou com muita imaginação. No entanto, acha que é importante ir lá: “É preciso saber como é. Trata-se de um conceito que nunca tinha existido antes: nunca tinha sido construída uma fábrica para matar pessoas”.
A visita a Auschwitz também não deixou Federico Galimberti, de 24 anos, e Cristina Faustini, de 23, indiferentes. Estes dois jovens voluntários italianos aproveitaram a semana de voluntariado anterior à JMJ para visitar Auschwitz. Federico já tinha estado no campo de concentração de Dachau, perto de Munique, na Alemanha, e sentia a necessidade de ver outro: “Queria ver onde estava o mal”, afirma o jovem italiano, que acredita que os campos de concentração de Auschwitz são passagem obrigatória para quem visita Cracóvia. Cristina concorda com ele: “Auschwitz é um dos lugares mais importantes e um dos piores momentos da nossa história; é nosso dever vir a Auschwitz e lembrar-nos do que aconteceu aqui”. Para Federico, toda a visita foi “assustadora”, mas o campo que lhe provocou sensações mais intensas foi o de Bierkanau, que descreve como “angustiante”. Federico acredita que todos os católicos precisam de ter consciência da existência do mal: “Deus é amor, Deus é o bem, mas é preciso sabermos que o mal também existe”. “Vir a Auschwitz fez-me pensar que somos livres, mas que podemos fazer muitas coisas más com a nossa liberdade”, conta Federico.

 

Em relação a Auschwitz, é difícil haver opiniões contrárias… Os três jovens voluntários defendem, acima de tudo, a importância de “relembrar” as ações dos alemães, para que não voltem a acontecer. “Aconteceu uma vez e pode voltar a acontecer, porque somos todos humanos”, acredita Cristina. “Temos de deixar de odiar os outros só porque têm uma nacionalidade, cultura ou religião diferente”, afirma a voluntária italiana. Michal acredita que o nacionalismo que tem vindo a crescer na Europa pode vir a gerar crimes semelhantes ao Holocausto: “A moral desta visita é: ainda que pareça que isto aconteceu há já muito tempo, algo do género pode voltar a ocorrer”. É por isso que Michal realça a importância do cristianismo: “No cristianismo, não há diferenças entre brancos e negros, altos e baixos, pobres e ricos e, sobretudo, não há ódio. O que aconteceu foi um crime de ódio. Se deixarmos o amor de lado, isto pode voltar a acontecer a qualquer momento”.
(Krakow2016.com)

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