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Atleta quer a eutanásia após Jogos do Rio. Podemos fazê-la mudar de ideia?

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AFP

Jesús Colina - publicado em 09/08/16

Marieke Vervoort sofre de uma doença degenerativa e anunciou que deseja o suicídio assistido. Podemos ficar indiferentes?

Marieke Vervoort, atleta paralímpica belga de 37 anos, sofre de uma doença degenerativa que paralisou as suas pernas. Ela ganhou a medalha de ouro em Londres 2012, mas anunciou que, depois dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, pedirá a eutanásia.

“O Rio é meu último desejo. Espero acabar a minha carreira com um pódio. Começo a pensar na eutanásia. Mas, apesar da minha doença, vivi o que outros só podem sonhar”, afirmou ela em declarações ao diário belga L’Avenir.

Marieke é especialista no sprint em cadeira de rodas: campeã do mundo em 2015 nos 100, 200 e 400 metros (categoria T 52), ela foi eleita a esportista do ano na Bélgica em 2012 e 2015.

O esporte tem sido a sua vida. Antes do diagnóstico de sua doença degenerativa e incurável, em 2008, ela já era famosa mundialmente pelas conquistas no triátlon e pela participação no Ironman do Havaí.

Marieke competirá no Rio de 7 a 18 de setembro. Ela sabe que, depois, a carreira esportiva terminará – e não consegue, hoje, enxergar a sua vida após essa etapa. Os sofrimentos da doença são cruéis. E a sombria alternativa que ela considera, a eutanásia, é uma prática legal na Bélgica, seu país natal.

É possível ajudar Marieke a encontrar esperança em sua vida?

Os psicólogos explicam que, quando uma pessoa pede a eutanásia, com frequência está lançando um implícito grito de ajuda. E há três coisas que podemos fazer para ajudar Marieke.

1 – O mais importante: podemos e devemos manifestar a ela o nosso amor e carinho. Uma mulher que demonstrou com sua vida uma coragem e esforço tão grande merece sentir toda a nossa admiração e carinho. Marieke tem que experimentar que o carinho não se deve só aos seus grandes resultados esportivos, mas à qualidade da sua pessoa. E isso continuará também quando ela não puder continuar praticando o esporte.

2 – Todas as pessoas, mas, em especial, a comunidade esportiva, o sistema belga de saúde e seus amigos e familiares, poderão apoiar Marieke na volta do Rio para que os sofrimentos provocados pela sua doença sejam suavizados e dotados de sentido. O apoio do sistema de saúde, aliás, constitui uma obrigação para qualquer país que ama os seus filhos e que se diz civilizado.

3 – Mas há algo mais que pode ser feito por qualquer pessoa, independentemente da sua situação. É possível mandar uma mensagem a Marieke para lhe manifestar apoio – evitando, em todo momento, com delicada caridade, que a mensagem se transforme num mesquinho ato de julgamento. Ninguém pode julgar uma pessoa – no máximo, podemos julgar atitudes concretas de uma pessoa, mas não é disto que Marieke está precisando neste momento. Ela está precisando de amor! E todos nós podemos demonstrar amor e proximidade.

É possível enviar mensagens a ela por meio do seu site oficial usando o formulário de contato neste link.

Podemos ficar indiferentes diante da implícita súplica de ajuda que Marieke está nos lançando?

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Cultura do descarteDoençaEutanásiaSuicídioVida
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