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Entrevista com o diabo

Gustave Doré - Domínio Público
LÚCIFER: portador da luz ou astro brilhante (antes da sua queda). "Então! Caíste dos céus, astro brilhante, filho da aurora! Então! Foste abatido por terra, tu que prostravas as nações!” (Isaías 14:12).
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Como você era quando foi criado? Alguma coisa faltava a você? O que detonou a sua rebelião? E sobre o futuro?

Nem o diabo é ateu, pois ele viu Deus. Mas uma coisa é certa: a maior armadilha do diabo é fazer crer que ele mesmo não existe.

Por isso ele se esconde, não quer aparecer apesar do seu desejo profundo: ser “senhor” deste mundo. Se ele aparecesse tal como é, os homens veriam que ele existe e se converteriam: e isso o demônio jamais quereria. Por isso, se aparecesse, o diabo aparentaria um “homem bom”, que atraísse o maior número de pessoas para as suas falsas doutrinas – muito bem pensadas e articuladas.

Recebi um e-mail muito interessante: embora não dissesse o autor do texto, resolvi publicá-lo:

ENTREVISTA COM O DIABO

Quem o criou?

Lúcifer: Fui criado pelo próprio Deus, bem antes da criação do homem (cf. Ezequiel 28,15).

Como você era quando foi criado?

Lúcifer: Vim à existência já na forma completa e, como Adão, não tive infância. Eu era um símbolo de perfeição, cheio de sabedoria e formosura e minhas “vestes” foram preparadas com pedras preciosas (cf. Ezequiel 28,12-13).

Onde você morava?

Lúcifer: No Jardim do Éden e caminhava no brilho das pedras preciosas do monte Santo de Deus (cf. Ezequiel 28,13).

Qual era sua função no Reino de Deus?

Lúcifer: Como serafim, minha função era guardar a Glória de Deus e conduzir os louvores dos anjos. Varri, com minha cauda, um terço deles e os atirei à terra (cf. Ezequiel 28,14; Apocalipse 12,4).

Alguma coisa faltava a você?

Lúcifer (reflexivo, diminui o tom de voz): Não, nada!

O que aconteceu que o afastou da função de maior honra que um anjo poderia ter?

Lúcifer: Não aconteceu de repente. Um dia eu me vi, como num espelho, e percebi que sobrepujava os outros anjos (talvez não a Miguel ou Gabriel) em inteligência, beleza e força. Comecei então a desejar ser adorado como deus. Do desejo passei à revolta contra Deus, com o brado “Non serviam” (Não servirei). Travei, com meus sequazes, uma enorme batalha no Céu, contra São Miguel e seus seguidores. Num determinado instante fomos precipitados para a terra e para o inferno, expulsos do Santo Monte de Deus (cf. Isaías 14,13-14; Ezequiel 28,15-17).

O que detonou finalmente a sua rebelião?

Lúcifer: Quando percebi que Deus estava para criar alguém semelhante a Ele e, por consequência, superior a mim, não consegui aceitar. Manifestei então os verdadeiros propósitos do meu espírito (cf. Isaías 14,12-14).

O que aconteceu com os anjos seus sequazes?

Lúcifer: Eles me seguiram e também foram expulsos. Formamos, juntos, o império das trevas (cf. Apocalipse 12,3-4).

Como encaras o homem?

Lúcifer (raivoso): Tenho ódio de toda criatura humana e faço tudo para perdê-las, porque eu as invejo. Eu é que deveria ser semelhante a Deus (cf. 1Pedro 5,8).

Quais são suas estratégias para perder os homens?

Lúcifer: Meu objetivo maior é afastá-los de Deus. Eu os estimulo a praticarem o mal e confundo suas ideias com um mar de filosofias, pensamentos e religiões cheias de mentiras, misturadas com algumas verdades. Envio meus mensageiros travestidos, para confundir aqueles que querem buscar a Deus. Torno a mentira parecida com a verdade, induzindo o homem ao engano e a ficar longe de Deus, achando que está perto. E tem mais. Faço com que a verdadeira mensagem de Jesus Cristo pareça anacrônica, tento estimular o orgulho, a soberba, o egoísmo, a inimizade e o ódio dos homens. Trabalho arduamente com o meu séquito para desvirtuar e enfraquecer a verdadeira Igreja, lançando divisões, desânimo, adultério, mágoas, friezas espirituais, avareza e falta de dedicação (ri descaradamente). Tento destruir a vida dos pastores, principalmente com o sexo, a ingratidão, a falta de tempo para Deus e o orgulho. (cf. I Pedro 5,8; Tiago 4,7; Gálatas 5,19-21; I Coríntios 3,3; II Pedro 2,1; II Timóteo 3,1-8; Apocalipse 12,9).

E sobre o futuro?

Lúcifer (com o semblante de ódio): Eu sei que não posso vencer a Deus e por fim irei definitivamente ao lago de fogo, minha prisão eterna. Eu e meus anjos trabalharemos com afinco para levarmos o maior número possível de pessoas conosco (cf. Ezequiel 28,19; Judas 6; Apocalipse 20,10-15).

Autor Desconhecido

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Publicado pelo blog Almas Castelos