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Sobre o caixão da pequena Giulia, a carta de adeus do bombeiro que não conseguiu salvá-la

CC
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De rasgar o coração: Giulia, 9 anos, morreu protegendo com seu corpo a irmãzinha Giorgia, de 4 – que foi salva

Ela chegou carregada de maca. O local era um ginásio de esportes, na cidade italiana de Ascoli Piceno. Ali dentro estavam dispostos os caixões das vítimas locais do terremoto que devastou a Itália Central na semana passada. Amparada pelos parentes, ela foi levada de volta, poucos minutos depois, ao hospital.

Ela é a mãe de Giulia, a menina que o terremoto matou aos 9 anos de idade, irmãzinha de Giorgia, 4 anos, que, por sua vez, foi retirada viva dos escombros de Pescara del Tronto por um bombeiro. O que parece é que a pequena sobrevivente foi protegida, durante o colapso, justamente pelo corpo da irmãzinha maior, Giulia.

Tchau, querida, a mamãe te ama muito”, balbuciou a mulher, aproximando o rosto da foto da filhinha, colocada sobre a tampa do caixão.

Foi para Giulia, que agora descansa na paz de Deus, que um dos bombeiros escreveu uma carta de rasgar o coração.

Lettera
CC

Olá, pequena! Eu só dei uma mãozinha para tirar você daquela prisão de escombros. Desculpa se chegamos tarde. Infelizmente, você já tinha parado de respirar, mas eu quero que você saiba, aí de cima, que nós fizemos todo o possível para tirar você de lá. Quando eu voltar para minha casa, em L’Aquila, vou saber que tem um anjo que olha por mim do céu e, à noite, você vai ser uma estrelinha luminosa. Tchau, Giulia! Mesmo que você nunca tenha me conhecido, eu amo você”.

Quem assina é um socorrista que se identificou apenas como André (Andrea, em italiano). Ao lado de seu nome, ele desenhou o que entregara na luta de todas as suas forças humanas para tentar salvar as irmãzinhas da violência da morte: um coração.

Um duro desafio para a fé

Na homilia da missa do funeral, o bispo recordou as duas irmãzinhas que, de certa forma, se tornaram símbolos do terremoto:

A maior, Giulia, infelizmente falecida, foi encontrada em uma posição de proteção de Giorgia, uma menininha de apenas quatro anos, desorientada, com a boca cheia de entulho. A morte e a vida estavam abraçadas. Mas a vida venceu. Mais ainda: a vida renasceu da morte, pois quem sai de um terremoto é como se tivesse nascido de novo“.

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