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Zygmunt Bauman fala sobre a vida online e a incerteza contemporânea

UOC_Universitat
Zygmunt Bauman


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O famoso sociólogo polonês afirma que a pessoa contemporânea urbana vive em dois mundos: o online e o offline

 

O sociólogo e filósofo polonês Zygmunt Bauman, autor da noção de “modernidade líquida” (a condição de fragilidade, vulnerabilidade e mudança constante da contemporaneidade, que transforma a vida em um contínuo cenário de incertezas), afirma que a pessoa contemporânea urbana vive em dois mundos, claramente diferenciados: o online e o offline.

A incerteza contemporânea, diz Bauman, esse sentimento de não saber o que vai acontecer, a perda de estabilidade no emprego, emocional, psicológica, profissional, gera impotência e falta de autoestima na pessoa contemporânea. Este estado de espírito, continua o sociólogo e filósofo, torna a pessoa “agressiva, brutal em sua relação com os outros”. Portanto, o uso dos avanços tecnológicos, que deveriam ser usados para construir pontes de comunicação, em vez de ampliar nossas fronteiras, tem ajudado a estabelecer pequenas reservas, que o sociólogo chama de “câmaras de ecos” ou “sala de espelhos” .

Os mundos online e offline, diz Bauman, são paralelos, mas diferentes. No online, podemos evitar de encontrar o que não gostamos, o que nos é estranho, diferente, conflitante: bloquear, deixar de seguir, ou eliminar, assim, “as sensações desagradáveis desaparecem”.

Já no mundo offline, “quando você anda na rua no Rio de Janeiro, em Buenos Aires, em Veneza ou em Roma, você não pode evitar de encontrar a diversidade das pessoas. É preciso negociar a convivência”.

Esta convivência, Bauman explica, baseia-se na arte do diálogo, que implica “uma verdadeira intenção de entender uns aos outros e viver juntos em paz, graças a nossas diferenças e não apesar delas”.

A colaboração para superar os problemas de convivência, insiste o sociólogo, conduz a um enriquecimento mútuo. Um recado tanto para a realidade virtual como a concreta.

Para ler a entrevista completa do filósofo ao El Clarín, basta clicar aqui.

 

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