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Amores juvenis: se elas tivessem dito “sim”, eles nunca teriam chegado a ser papas!

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Os futuros Bento XVI, João Paulo II, Pio XII e Francisco e seus amores da adolescência

Peter Seewald não foi muito discreto. O jornalista alemão, autor de livros-entrevista com o cardeal Joseph Ratzinger antes e depois da sua eleição ao papado como Bento XVI, revelou em entrevista à revista Die Zeit que o Papa emérito viveu na juventude um “grande amor”. O episódio, que teria complicado a sua decisão de abraçar o celibato, nunca tinha aparecido nos livros-entrevista de Seewald.

Depois da publicação da breve autobiografia de Ratzinger, perguntaram ao então prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé se tinham existido eventuais amores de juventude – e, se tivessem, por que não tinham sido mencionados no livro. O purpurado respondeu com um sorriso e disse que o número de páginas combinado com o editor já tinha sido superado.

Esse amor, explicou Seewald, “lhe causou muitos tormentos interiores. Depois da guerra, pela primeira vez, havia estudantes mulheres. Ele era realmente um jovem bonito, elegante, que escrevia poesia e lia Hermann Hesse (…) Um dos seus companheiros de estudos me contou que Joseph Ratzinger tinha ‘pegada’ com as mulheres. Optar pelo celibato não foi fácil para ele”.

Há episódios semelhantes na vida de outros pontífices da história recente. É bem sabido, por exemplo, que Karol Wojtyla, o jovem e belo ator que depois se tornou João Paulo II, também fascinava as mulheres. Pelo menos uma das suas companheiras de palco se apaixonou por ele, embora não tenha sido correspondida.

Um breve amor adolescente também foi documentado no caso de Eugenio Pacelli, que veio a se tornar Pio XII. Aos treze anos, ele escreveu a poesia “Santa Marinella 1889”, em que se vislumbra uma “queda” por uma jovem “graciosa, doce, piedosa, dócil, pura”, a quem convidava em seus versos a ser como “uma perfumada flor” para resplandecer “como fulgente estrela, por virtude e por beldade”.

De quem se tratava? Entre as meninas que conviviam com suas irmãs e com sua prima Adele, em Onano, havia uma que se chamava Lucia. Foi por ela que Eugenio se sentiu enamorado.

Muitos anos depois, em 2 de março de 1939, dia da sua eleição ao pontificado, o então pároco de Onano, pe. Matteo Alfonsi, contou a um jornalista na Praça São Pedro que “se Lucia tivesse dito ‘sim’, hoje não haveria um Papa Pacelli”. A afirmação dava a entender que a jovem tinha rejeitado a declaração de Eugenio. A mesma notícia se confirma nos diários do escritor Giovanni Papini, que cita depoimentos de moradores mais velhos de Onano. Parece que a “simpatia” de Eugenio por Lucia era bem conhecida pelo povo do lugar!

E o Papa Francisco?

Quando era cardeal, Bergoglio contou que tinha sentido algo forte por uma moça. Há quem mencione outros casos supostamente ligados ao atual Santo Padre, mas este foi o único que ele próprio contou em primeira pessoa, no livro O céu e a terra, escrito com seu amigo Abraham Skorka, rabino de Buenos Aires.

Quando era seminarista, fiquei deslumbrado com uma moça que conheci no casamento de um tio. Fui surpreendido pela sua beleza, pela sua luz intelectual… e, bom, passei um bom tempo com ela na cabeça. Quando voltei ao seminário depois do casamento, não consegui rezar durante uma semana inteira, porque, quando me predispunha, aparecia ela na minha mente. Tive que voltar a pensar no que eu estava fazendo. Ainda era livre, porque era seminarista: podia voltar para casa e ‘tchau’. Tive que pensar outra vez na minha opção”.

Voltei a escolher o caminho religioso —ou a me deixar escolher. Seria anormal se esse tipo de coisa não acontecesse. Quando acontece, é preciso voltar a se situar. Tem a ver com renovar a escolha ou dizer: ‘Não. Isso que eu estou sentindo é muito bonito, tenho medo de não ser fiel depois ao meu compromisso, então deixo o seminário’. Quando algo assim acontece com algum seminarista, eu o ajudo a ir em paz, a ser um bom cristão e não um mau sacerdote”.

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