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O fascinante mistério da Natividade de Maria

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Até uma sutileza na genealogia sagrada aponta que, agora, tudo é diferente...

O teu nascimento, ó Virgem Mãe de Deus, proclama alegria ao mundo inteiro, porque de ti nasceu o Sol glorioso da Justiça, o Cristo, nosso Deus; Ele nos libertou da antiga maldição e nos encheu de santidade; Ele destruiu a morte e nos deu a vida eterna” (antífona do Cântico de Zacarias, na oração da manhã para 8 de setembro, dia da Natividade de Maria).

Na festa de hoje, que honra o nascimento de Maria, a Mãe de Deus, o Evangelho apresenta a genealogia e a Anunciação conforme descritas por São Mateus: toda a lista de patriarcas e pais, com a ocasional menção da mãe:

Judá gerou Farés e Zara, cuja mãe era Tamar … Davi gerou Salomão, cuja mãe tinha sido a mulher de Urias…

E assim por diante. Até que…

Aquim gerou Eliúde. Eliúde gerou Eleazar. Eleazar gerou Matã. Matã gerou Jacó. Jacó gerou José, esposo de Maria, da qual nasceu Jesus, que é chamado o Cristo”.

A genealogia vai seguindo uma linha e, de repente, acontece uma reviravolta: de repente, mais um homem é nomeado, mas ele não é apontado como o pai de alguém, e sim como o marido daquela que é mãe! A Mãe do Criador. A Mãe do Cristo.

Esta sutileza da narrativa sinaliza que algo agora é muito diferente. A partir de agora, entendemos que nada mais será como era.

Consideremos ainda:

No princípio era o Verbo, e o Verbo estava junto de Deus, e o Verbo era Deus” (João 1,1).

No início, quando Deus criou os céus e a terra, a terra era um deserto sem forma e as trevas cobriam o abismo, enquanto um vento forte varria as águas. Então Deus disse: ‘Haja luz’, e houve luz” (Gênesis 1,1-3).

Ambas as passagens descrevem algo que surge do nada; ambas falam de vazios e espaços. Em março, quando falamos da Anunciação, esses textos muito bem poderiam descrever a condição do seio virginal de Maria, mas talvez, hoje, também se possam contemplar essas palavras como referência à alma de Maria no momento da sua concepção. O Deus que É, que Foi e que sempre Será sabia quem seria a Sua Arca da Nova Aliança, pois Ele próprio iria providenciá-la: aquela a quem Gabriel chamou “a cheia de graça”.

Voltando às linhas do Gênesis e de João, quase podemos considerar Maria no útero como uma espécie de espelho do “nada” em repouso que existia antes da criação: uma criatura criada, amada a ponto de chegar a ser e marcada pela graça, está esperando para nascer. Ela vive e cresce no silêncio; como modelo de quiescência.

Da folha em branco de Maria vem o resto da história. Salvação. Resgate. O Caminho de volta.

Por que Maria é tão importante para os católicos? Por que honrá-la tão grandemente e chamá-la Bem-Aventurada e Santa? Ela não era “apenas uma mulher”?

Sim, mas… não. Ela é “a cheia de graça”. E teria que ser. Eu sou apenas uma mulher; bilhões de pessoas são “apenas mulheres”; a maioria delas são pessoas boas e decentes, mas será que qualquer uma delas poderia ter sido a “Arca” excepcional destinada a carregar em si, nutrir e dar à luz o seu Criador e Salvador?

A bondade de Maria não era por mérito próprio; a ela foi dada a graça. A ela foi dada ainda a graça de dizer “sim”, mesmo quando um “não” teria sido perfeitamente compreensível, dada sua idade e sua época. Ela reconhece tudo isso em seu esplêndido Magnificat, compartilhado pelo Evangelho de Lucas.

Nós recordamos e celebramos o fato de seu nascimento porque – merecido ou não – ela foi a escolhida de Deus para acender uma chama que ainda arde na humanidade.

Celebramos hoje o nascimento de Maria, a Theotokos, aquela que nos traz o Deus encarnado; a mãe sublime que Jesus, ao pé da sua cruz, deu a cada um de nós.

O Pai se regozija em olhar para o coração da Santíssima Virgem Maria como a obra-prima de suas mãos. O Filho se regozija nele como o coração de Sua Mãe, a fonte de Seu próprio Sangue que nos resgatou” (São João Maria Vianney).

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