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Redação da Aleteia

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Intenso tiroteio deixa três mortos e leva pânico à zona sul do Rio

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Protestos no Rio de Janeiro, 17 de junho de 2013
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Intensos tiroteios entre traficantes e policiais no morro Pavão-Pavãozinho, entre Copacabana e Ipanema, coração da zona sul do Rio de Janeiro, deixaram três mortos e oito detidos, semeando pânico entre a população, informaram fontes oficiais e uma jornalista da AFP.

“Vários ataques foram registrados nesta segunda-feira contra nossas bases” no morro Pavão-Pavãozinho, informou em um comunicado enviado à AFP a Unidade de Polícia Pacificadora (UPP).

“Dois criminosos foram baleados em confrontos (…) Eles foram socorridos (…), mas não resistiram aos ferimentos. Um terceiro criminoso caiu de um penhasco e morreu”, detalhou o serviço de imprensa da Polícia Militar em comunicado enviado à AFP.

O homem que caiu estava com uma mochila, na qual foram encontrados “aproximadamente 8 quilos de cocaína”, destaca o texto.

A polícia apreendeu, ainda, fuzis automáticos e pistolas.

De acordo com a Polícia, a troca de tiros começou de manhã, quando a polícia tentou entrar na comunidade, e recomeçou à tarde.

Uma jornalista da AFP informou que por volta das 15h, ainda era possível ouvir tiros nas ruas vizinhas e um helicóptero da polícia sobrevoava a favela.

Reforços com armas automáticas desembarcaram rapidamente de seus veículos e se dirigiram correndo para o acesso da comunidade.

Pedestres e carros aceleravam o passo e alguns vizinhos afirmaram ter ouvido detonações de granadas.

Segundo a imprensa, em algumas áreas, os comerciantes baixaram as portas e um dos acessos à estação do metrô General Osório, em Ipanema, foi fechado.

Meios de comunicação também noticiaram um tiroteio pela manhã na Cidade de Deus, comunidade da zona oeste do Rio.

Estes novos casos de violência ocorrem dois meses depois dos Jogos Olímpicos Rio-2016, quando as autoridades mobilizaram 85.000 policiais e militares – o dobro do contingente utilizado em Londres-2012.

Segundo relatório da Assembleia legislativa do Rio, 89 policiais morreram e 270 foram baleados desde o início do ano no Estado.

(AFP)