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5 sugestões para ser um católico corajoso no local de trabalho

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A fé que professamos faz parte de quem somos e não pode ficar escondida

Será que alguma vez nós paramos para pensar em quantas vezes por dia o nosso pensamento e as nossas ações como católicos são influenciados pela preocupação equivocada com o que os outros acham de nós?

Durante o dia, quantas vezes perdemos oportunidades de defender a Cristo ou de partilhar a nossa fé? Por exemplo, na conversa que evitamos com um colega de trabalho que está perturbado… Na nossa recusa a fazer publicamente o sinal da cruz e a rezar antes das nossas refeições… Na nossa relutância em contestar alguém que está atacando a Igreja…

E quanto àquela pessoa que guarda uma silenciosa curiosidade sobre a fé católica e só está esperando um convite para assistir à missa conosco? Será que paramos para pensar que o empurrãozinho que falta para ela se aproximar de Deus poderia depender apenas do nosso exemplo de fé praticada?

Muitas vezes, uma preocupação inoportuna com as possíveis opiniões negativas dos outros nos impede de abraçar as nossas responsabilidades de fé. No entanto, é claro como a luz do dia que Jesus espera que nós compartilhemos abertamente a nossa fé e o reconheçamos diante dos outros: “Todo aquele que me confessar diante dos outros, eu o confessarei diante do meu Pai que está no céu. Mas todo aquele que me negar diante dos homens, eu o negarei diante do meu Pai que está no céu” (Mt 10, 32-33).

De Jesus, aprendemos que ser católicos corajosos e fiéis no ambiente de trabalho e em público não é algo a esconder ou de que se envergonhar. Cristo é o nosso maior exemplo de pessoa que não se deixa levar pela opinião dos outros. Ele sempre ensinou a verdade, independentemente de quem o ouvia ou de onde Ele estava.

Seus próprios inimigos reconheceram este aspecto do testemunho de Cristo: “Mestre, sabemos que és um homem sincero e que ensinas o caminho de Deus de acordo com a verdade. E não te preocupas com a opinião de ninguém, porque não levas em consideração a condição das pessoas” (Mt 22,16).

O escritor de espiritualidade Francis Fernandez, em seu livro “Conversando com Deus”, faz a seguinte observação sobre a corajosa partilha da verdade: “Cristo pede que os Seus discípulos o imitem nesta prática. Os cristãos devem promover e defender o seu bem merecido prestígio profissional, moral e social, uma vez que ele pertence à essência da dignidade humana. Esse prestígio também é um componente importante do nosso apostolado pessoal. No entanto, não devemos nos esquecer de que a nossa conduta enfrentará a barreira daqueles que se opõem abertamente à moral cristã e daqueles que praticam uma versão diluída de sua fé. É possível que o Senhor nos peça o sacrifício do nosso bom nome e até mesmo da nossa vida. Com a ajuda de Sua graça, lutaremos para fazer a Sua vontade. Tudo o que temos pertence ao Senhor”.

Fernandez prossegue dizendo que, em situações difíceis, não devemos ceder à tentação do caminho mais fácil, pois ele pode nos levar para longe de Deus. O que devemos fazer é tomar a decisão que fortalece a nossa fé. O nosso jeito de agir nas situações difíceis (assim como em qualquer momento ao longo de cada dia) reflete o tipo de cristãos que somos de verdade. Não tomar partido por Cristo, não partilhar abertamente as nossas crenças verdadeiras, pode ser um dos maiores obstáculos para crescermos na fé (e também para o crescimento de quem está ao nosso redor e vê o nosso exemplo).

É bem provável que você se preocupe com o que os outros pensam, já que esta parece ser uma tendência natural do ser humano. Todos nós queremos ser amados, respeitados e incluídos. O fato é que não podemos separar o nosso ser espiritual do nosso ser físico.

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