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OPAQ: Estado Islâmico pode ter fabricado gás mostarda na Síria e Iraque

AFP PHOTO / UNMISS
SOUTH SUDAN, Juba : == RESTRICTED TO EDITORIAL USE - MANDATORY CREDIT "AFP PHOTO / UNMISS / / NO MARKETING NO ADVERTISING CAMPAIGNS - DISTRIBUTED AS A SERVICE TO CLIENTS ==

A handout photo released by UNMISS on December 20, 2013 shows Indian peacekeepers patrolling on a road in Juba, on December 16, 2013. South Sudan's fugitive former vice president denied on December 18 accusations he led a coup bid against his archrival President Salva Kiir after days of fierce fighting that has killed hundreds of people and sent thousands fleeing to UN bases. Three Indian peacekeepers were killed on December 19, 2013 in an attack on a UN base in South Sudan, as fighting between rebels and government forces increased fears the world's youngest state was sliding towards civil war. AFP PHOTO / UNMISS
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A Organização para a Proibição das Armas Químicas (OPAQ) acredita que o grupo extremistas Estado Islâmico (EI) possa ter fabricado por conta própria o gás mostarda utilizado na Síria e no Iraque.

A organização está estudando mais de 20 acusações de utilização de armas químicas na Síria desde agosto, segundo afirmou nesta sexta-feira o diretor-geral da organização, Ahmet Üzümcü, durante uma entrevista exclusiva à AFP.

“O gás era de péssima qualidade, mas igualmente nocivo”, indicou Üzümcü, ressaltando “ser muito preocupante, sobretudo porque nesse país há combatentes estrangeiros que um dia poderiam voltar a seus países de origem”.

O diretor-geral da OPAQ fez estas declarações poucas horas após a adoção pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas de uma resolução que prorroga por um ano o mandato de uma equipe especial de investigadores para determinar a responsabilidade dos ataques químicos na Síria.

Esta missão de investigação conjunta (JIM) foi criada em agosto de 2015, pela ONU e OPAQ, com sede em Haia.

A OPAQ está autorizada a apresentar provas da utilização de armas químicas antes que a JIM atribua a responsabilidade por ataques a qualquer dos envolvidos no conflito.

Desde o início de agosto, tem havido uma série de acusações, formuladas tanto pelo governo quanto pelos rebeldes do “uso de cloro e agentes não identificados em Aleppo e no norte da Síria”.

Os peritos da OPAQ “coletam informações e as analisam” para determinar “se elas são credíveis ou não para continuar nossas investigações”.

O número de tais alegações “é bastante alto, eu contei mais de vinte”, acrescentou Üzümcü, ressaltando que o regime do presidente sírio, Bashar al-Assad, havia enviado uma nova acusação na quinta-feira.

Após mais de um ano de investigações, os investigadores do JIM já concluíram que o exército sírio havia espalhado por helicóptero gás cloro em três localidades no norte da Síria em 2014 e 2015 e que o grupo Estado Islâmico havia realizado um ataque com gás mostarda em agosto de 2015.

Foi a primeira vez que Damasco foi, assim, diretamente implicado e que unidades do exército sírio foram identificadas como responsáveis por ataques com gás cloro.

Os especialistas da OPAQ “estão tentando triar” as acusações porque não podem analisar toda , assegurou Ahmet Üzümcü em seu escritório em Haia, destacando as dificuldades de investigar em um país em guerra.

Reunido na semana passada em Haia, o Conselho Executivo da OPAQ condenou pela primeira vez a Síria e o EI e apelou a novas inspeções.

(AFP)