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Diz que “religião não salva”, mas vive no culto. Poser!

© Rayttc
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Será que alguém se atreveria a dizer que "hospital não salva a vida dos doentes, quem salva é o médico"?

Certamente você já ouviu alguém dizendo que “religião não salva”, quem salva é Jesus. Essa afirmação é tão boçal quanto dizer que hospital não salva a vida dos doentes, quem salva é o médico.

biblia_religiao

Claro que quem salva os pecadores é Jesus. E quem salva o doente é o médico – em casos extremos, ele faz isso até no meio da rua. Mas qual é o lugar ideal para o médico atuar? Qual o ambiente mais adequado e com os melhores recursos para atender os doentes e feridos? O hospital, é obvio! Portanto, quem deseja a salvação da sua alma deve buscar Jesus na Igreja, assim como os doentes e feridos buscam o médico no hospital.

Pois é  por meio da Igreja Católica que Jesus Cristo nos dá acesso aos meios de salvação, em sua plenitude – Palavra e Sacramentos.

Jesus fundou a Sua Igreja sobre a Rocha (Pedro) e sobre colunas firmes (os Apóstolos). Em vez disso, se a Bíblia fosse suficiente por si mesma, Jesus teria garantido que os Evangelhos fossem escritos antes mesmo de Sua Ascensão, e teria ordenado que os cristãos distribuíssem Bíblias mundo afora, sem precisar explicar nada a ninguém. Porém, Cristo sabia que era preciso garantir que as Escrituras tivessem sua correta chave de leitura – e as Chaves dos Céus nós sabemos quem foi o único que recebeu de Suas mãos…

A Igreja é o “lugar” onde Cristo pode ser encontrado pelas pessoas de todas as gerações e lugares. Colocamos “lugar” entre aspas, porque o termo significa muito mais do que o templo em que os cristãos se reúnem: essencialmente, a Igreja é a comunhão sobrenatural dos que creem no Cristo.

Não basta crer sozinho, com a Bíblia embaixo do sovaco. É preciso estar em comunhão com os outros que creem, pois “Onde dois ou três estiverem reunidos, eu estarei no meio deles”. Eis uma definição mais ampla de Igreja: são os membros do Corpo de Cristo, em comunhão uns com os outros e com o Magistério exercido pelos chefes da Igreja.

Cristo disse expressamente que:

  • fundaria uma Igreja;
  • tal Igreja teria líderes autorizados a ensinar em Seu nome (“Quem vos ouve, a mim ouve” (Lc 10, 16));
  • tal Igreja teria atos cerimoniais (como os ritos dos sete sacramentos, a começar pelo batismo);
  • os líderes dessa Igreja teriam o poder de julgar e excomungar os membros irremediavelmente rebelados (Mt 18,15-17).

Em suma, Cristo estabeleceu uma Igreja hierárquica, com um conjunto de crenças bem definido (Escrituras e Tradição oral), atos cerimoniais e previsão de penas disciplinares para os vacilões incorrigíveis. São Paulo disse que a Igreja é “coluna e sustentáculo da verdade” (I Tim 3). Não sei como alguém ainda diz Jesus nunca quis uma religião, ou que “Igreja não salva”…

igreja_salva

 

Jesus jamais desprezou os atos cerimoniais autênticos de sua religião. Sendo judeu, foi apresentado no templo e foi circuncidado no oitavo dia de vida; aos 12 anos, foi à peregrinação anual com sua família a Jerusalém, e lá participou dos ritos da Páscoa; pediu para ser batizado por João; participava dos ritos na sinagoga, até mesmo fez no templo uma leitura que profetizava a Sua vinda (Lc 4); celebrou a Páscoa na última Ceia; distribuiu aos Apóstolos o Pão e o Vinho e ordenou que eles sempre fizessem isso em Sua memória…

O que Jesus dava pouca importância era para os ritos de purificação exterior da Antiga Aliança, que tiveram seu papel um dia, mas já não tinham mais razão de existir. Porém, os rituais da Nova Aliança continuaram de pé na comunidade primitiva! Tanto isso é verdade que a Bíblia que os cristãos se reuniam “no primeiro dia da semana” para a fração do pão (Atos 20,7).

SER CATÓLICO NÃO GARANTE A SALVAÇÃO

Bem diferente de outras denominações cristãs, que ensinam que basta crer para ser salvo, a Igreja Católica não ensina que basta uma criatura ser católica para ser salva. É preciso ser fiel em espírito e verdade, não adianta ser fiel somente na prática de ritos religiosos externos.

Porém, nem mesmo dentro dessa perspectiva seria válido dizer que “religião não salva”. Porque a religião que Jesus instituiu, essa salva sim! Desde que os seus adeptos não sejam seguidores hipócritas ou negligentes. Como um doente que é atendido no melhor hospital da cidade, mas se recusa a tomar corretamente a medicação prescrita, e não segue a dieta indicada pelo médico.

TEM RELIGIÃO, MAS JURA DE PÉS JUSTOS QUE NÃO TEM!

É hilário notar que boa parte dos que dizem que “religião não salva” não são os chamados “desigrejados”: são pessoas apegadas a determinado sistema religioso! Afinal, se eles precisam de “pastores” para lhes guiar na interpretação da Bíblia, está mais do que evidente que a Bíblia não é suficiente por si mesma.

Note isso, depois olhe bem na minha cara, e me diga se isso não é religião:

  • o sujeito congrega com sua comunidade semanalmente, em determinado local (o templo);
  • lá, participa do culto, em que há determinado ritual (pregações, cantos, ceia, danças, sessão de descarrego ou desencapetamento, corrente da prosperidade, momento reteté etc.);
  • respeita uma hierarquia em sua comunidade – algumas só têm pastor, outras têm obreiro, bispo, profeta, e até apóstolo (?!?);
  • fica horas ouvindo o pastor pregar, ou a irmã profetizar.

Não segue religião, não segue “tradições de homens”? Ah, irmãozinho… conta outra!

Agora da lissenssa, que eu já tô atrazada pro meu culto. Hoji tem ceçaum de cura pelo cuspi. Naum poço perdê di geito neium!

A ermã Craudileni me mandou um zápi avizano que a bispa vai realizá o Mergulho de Naamã. Rê comendo a todos! Vejão o momento abenssuado em que minha subrinha Tábata Rayane monta na bispa e faz gloob gloob di Jizuiz:

Gloob gloob di Jizuiz ungido pra vosseis também!

 

 

(via O Catequista)