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Cientistas afirmam que a mente não está confinada ao cérebro – nem ao corpo!

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Quartz

Daniel R. Esparza - publicado em 12/01/17

A neurociência avalia que a mente pode ser concebida como "social"

Os avanços na neurociência têm levado, progressivamente, a se considerar a mente como um epifenômeno da atividade cerebral. Isto quer dizer que o cérebro pode ser compreendido como a base física da atividade psíquica e a mente como o subproduto final das conexões neurais. À medida que a neurociência progride, porém, evidencia-se que a mente é mais do que a atividade cerebral.

Dan Siegel, professor de psiquiatria na Escola de Medicina da Universidade da Califórnia em Los Angeles, diz que a mente não pode ser “confinada”, por assim dizer, dentro do crânio. Mais ainda: ela sequer está “dentro” do nosso corpo. A mente, como explica Siegel, pode ser pensada como “social”.

Junto com um grupo de neurocientistas, sociólogos, psicólogos e antropólogos, o professor Siegel concluiu que a mente é um processo relacional. Ele a define como “um processo emergente de auto-organização, tanto embutido no corpo quanto relacional, que regula o fluxo de energia e de informação dentro de nós e entre nós“, conforme reportado em artigo de Olivia Goodhill publicado recentemente no site Quartz.

Como aponta Goodhill, o mais interessante desta definição é que ela estende a mente a dimensões que vão além do nosso próprio ser físico imediato. Siegel explica que é algo semelhante ao que acontece quando tentamos definir o que é a orla: “Se alguém me pede para definir a orla, mas perguntando especificamente se ela é a água ou a areia, eu teria que dizer que a orla envolve as duas coisas, a areia e o mar (…) Não conseguimos limitar o entendimento da orla a ponto de dizer que ela é ou uma coisa ou a outra. Eu comecei a pensar que talvez a mente seja como a orla“.

Compreender a mente em termos de processos de auto-organização envolve relacionar ideias diferentes e considerar que a mente é de fato o processo de integrá-las. Essa integração, explica Siegel, seja cerebral ou social, é a base de uma mente sadia.

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