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Avó de 81 anos faz tatuagem que acende um sinal de alerta: “Não me apliquem a eutanásia”

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Aleteia Brasil - publicado em 13/01/17

Temor se deve à preocupante decisão do Canadá de legalizar o suicídio assistido. Saiba o que a Igreja propõe.

Christine Nagel é uma avó de 81 anos que vivem em Calgary, no Canadá. Ela acaba de mandar tatuar em seu braço a frase “Don’t euthanize me”, ou seja, “Não me apliquem a eutanásia”.

A decisão foi tomada depois que o Canadá legalizou o suicídio assistido e é “drástica”, admite Nagel. Em suas declarações ao site GlobalNews.ca, ela afirma que a tatuagem “deixa bem claro que eu vou viver até quando Deus estiver pronto para mim”.

A canadense manifestou a sua rejeição ao suicídio assistido por considerar que as pessoas o usarão como uma forma fácil de driblar o cuidado dos doentes, dos deficientes e dos idosos.

Cuidar de todas essas pessoas sai muito caro. E ainda por cima são pessoas ranzinzas. E desastradas. E é inevitável pensar que ‘isto seria uma solução perfeita’”.

Mas Nagel não quer que ninguém interfira no plano de Deus para a sua própria vida. “Como é que você se sentiria se chegasse até a porta de São Pedro e ele dissesse: ‘Espere um pouco… Não esperávamos você só para daqui a 18 meses?’”, brinca ela.

Os filhos de Nagel respeitam sua decisão e afirmam que honrarão suas intenções. “Ela não quer ser descartada”, diz a filha.

No país vizinho, os Estados norte-americanos de Oregon, Vermont, Califórnia, Colorado, Washington e Montana também legalizaram o suicídio assistido. Outros Estados caminham no mesmo sentido.

No mês passado, porém, a Associação Norte-Americana de Psiquiatria (APA, na sigla em inglês) levantou a voz contra a aplicação do suicídio assistido para enfermos mentais, destacando preocupação com as práticas atuais da Holanda e da Bélgica, países em que a eutanásia já é permitida em casos de doença mental. “A Associação Norte-Americana de Psiquiatria, juntamente com a Associação Médica Norte-Americana, considera que um profissional médico não deveria prescrever nem realizar nenhum tipo de intervenção no caso de uma pessoa enferma em estado não terminal com o propósito de lhe causar a morte”, declarou a entidade.

Até o momento, nenhum país que tenha implementado o suicídio assistido por médicos pôde limitar a sua aplicação unicamente aos enfermos terminais. Com o tempo, os pacientes não terminais também são incluídos como legalmente idôneos”, observou o doutor Mark Komrad, do comitê de ética da APA. “E é então que os pacientes psiquiátricos começam a ser incluídos”.

Ele também manifestou o temor de que os Estados Unidos e o Canadá possam seguir o precedente da Europa. Os líderes canadenses estão hoje considerando até “petições de indivíduos cuja doença mental é a única enfermidade subjacente”.

A POSIÇÃO DA IGREJA

A Igreja católica se opõe a qualquer forma de suicídio porque ele viola a dignidade inerente da vida humana, um bem inestimável a ser sempre defendido, protegido e bem cuidado.

O cristianismo acredita que o ser humano, com a sua inteligência, vontade e liberdade iluminadas pela graça de Deus, é sempre capaz de encontrar saídas voltadas à superação e à sublimação das maiores dificuldades e desafios, dotando de sentido transcendente até mesmo as situações aparentemente mais absurdas e dolorosas.

No caso de enfermidades graves, a Igreja incentiva a melhora dos cuidados paliativos focados em aliviar o sofrimento, recordando aos fiéis, ao mesmo tempo, o valor redentor que o sofrimento pode ter quando oferecido a Deus de espírito aberto e com a intenção de participar da entrega de Cristo por amor às almas.

O cristão escolhe conscientemente a cultura da vida, resistindo aos apelos da cultura do descarte.

Tags:
Cultura do descarteDoençaEutanásiaSaúdeSuicídioVida
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