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Como eu rezo o terço com meus amigos (os santos)

© Julian KUMAR / GODONG
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Não rezamos o terço sozinhos, mas sim com Maria e com os santos, cujos carismas coincidem com nossas intenções

Muitas vezes, eu costumava passar um tempo com uma amiga da igreja que eu conhecia há anos. Durante todas as nossas conversas, a música tocava levemente no fundo. Ela gostava de qualquer gênero; jazz, blues, clássico, country, moderno, cristão e um pouco de remix de Motown. A música ditava o clima para o que quer que estivéssemos fazendo: nos deleitávamos quando tocava Vivaldi enquanto nós tricotávamos, balançávamos ao som do country enquanto preparávamos o almoço, ríamos das travessuras de um amigo falecido de Detroit, ou reforçávamos nossas almas enquanto encarávamos o fim iminente de um câncer.

O terço é musical, como esses momentos. Rezar o terço é um movimento de ida e volta, um balançar ao som da música do Sagrado. As palavras familiares das Ave-Marias suavizam o fundo, os Pais-Nossos pontuam nosso espaço com a batida do céu, como o mundo fora das fraturas.

Não rezamos sozinhos, mas sim com Maria (para levar nossas orações a seu filho), com santos, cujo carisma coincide com nossas intenções. Oramos em comunidade – e é uma comunidade maciça de santos – enquanto experimentamos uma solidão interior.

Imagine por um momento…

Quantas fotos você tem em seu telefone ou em sua câmera? A maioria delas é de família e amigos. Há fotos que nos fazem sorrir, nos lembram de aventuras compartilhadas, novos desafios, lutas e realizações. Olhando para aquelas fotos, nos remetemos à bondade, beleza, resistência e ao amor. Com um olhar, podemos acessar um fluxo momentâneo de força em nossos dias. Muitas vezes, quando olhamos para a imagem de alguém querido para nós, queremos ser uma pessoa melhor; temos o prazer de agradar ao outro – é bom que a gente exista. Estas são as pessoas que consideramos queridas e, mesmo só olhando para a sua imagem, elas nos transmitem a experiência da restauração e um senso de quietude em nossos corações.

O terço é tudo isso. É a música no fundo com uma reunião de amigos santos, todos nós unidos em uma conversa de orações com pedidos de intercessão ou defesa. É assim que rezo o terço e me conecto com os santos, cujas medalhas eu atribuo às minhas contas.

Quando eu compartilhei uma foto na mídia social de um dos meus terços, eu me fiz algumas perguntas: Por que eu tinha selecionado este santo? De onde vêm todas as medalhas? Foram colocados em alguma ordem significativa?

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Selecionar medalhas de santos para anexar a um terço pode ser simples ou complicado, e feito ao longo de uma vida. Alguns eu tive durante décadas, outros foram anexados recentemente.

Desde que eu tenho quatro anos de idade, sempre tive um amor especial por Santa Maria Madalena e adotei seu nome no Crisma. Dela é a primeira de minhas medalhas, depois de Nossa Senhora das Graças. Em minha oblação beneditina, tomei o nome de Santa Hildegarda. As imagens dela e de São Bento foram recentemente adicionadas ao terço. Há medalhas de santos que me encontraram; Santa Bakhita surgiu enquanto eu aprendia a lidar com o Transtorno do Estresse Pós-Traumático e Santa Catarina de Sena foi adicionada quando parte da cura incluiu o gerenciamento de imagens intrusivas.

São Francisco não veio por causa de minha dedicação à ecologia, mas por orientação quando ficava frustrada por aqueles que não abraçam a Palavra. Santa Martha me encontrou quando a ansiedade sobre o lar e a família – a minha e as de muitos da minha geração – ameaçava a segurança. Santa Faustina, uma medalha de relíquia de segunda classe, atrai-me em orações especiais por sacerdotes, por compaixão e confiança na Divina Misericórdia. São Pio me guia em orações por almas preciosas no Purgatório. São Miguel Arcanjo e o Papa São João Paulo II reforçam as minhas orações pela defesa e pela batalha.

Há um ritmo, um balanço com o Sagrado quando rezamos o terço. Que santos ajudam você a se aproximar de nosso Deus?

Por Margaret Rose Realy, Obl.OSB

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