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3 maneiras como o filme “Silence” pode desafiar seu pensamento sobre a fé

Shin'ya Tsukamoto as Mokichi and Andrew Garfield as Father Sebastião Rodrigues in Silence, 2016. Paramount Pictures | MoviestillsDB.com
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O novo filme de Martin Scorsese me ensinou algumas coisas sobre a natureza da fé, e até mesmo sobre a minha própria fé

Silêncio nos dá um desafio, uma mensagem preocupante – uma mensagem que eu não sei como me sinto sobre ela até agora. Nossa fé está cheia de mártires que publicamente se mantiveram fiel à sua fé durante circunstâncias incrivelmente difíceis. Mas, em tais circunstâncias, o que eu faria no lugar de Rodrigues, posicionado acima da imagem de nosso Salvador?

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Paramount Pictures

Enquanto eu observava esses cristãos japoneses sofrer tortura e morte, eu me perguntava se eu poderia ser tão forte. Enquanto eu observava Rodrigues lutar com o caminho certo, mesmo que Deus, durante a maior parte do filme, permaneça em silêncio, perguntei-me se minha própria luta seria tão honrosa ou se poderia cair em covardia muito mundana.

Temo, de certa forma, que eu possa ser como o guia Kichijiro, um homem rasteiro, muitas vezes egoísta, que nega Cristo sempre que o caminho se torna difícil. Ele pisa na imagem, cospe na cruz e, em uma conjuntura crítica, trai um padre por 300 moedas de prata. E, no entanto, uma e outra vez, Kichijiro volta a confessar seus pecados, jogando-se à mercê de Deus e do próprio sacerdote que ele traiu. Ele se pergunta por que não poderia ter nascido um século antes, quando o cristianismo era aceito no Japão.

E eu me pergunto, também, o que eu faria se eu nascesse em um tempo e lugar quando minha fé fosse perigosa. Quando carregar uma cruz ou dizer uma oração possa significar a morte ou pior. Eu seria como um dos corajosos crentes japoneses que vemos em Silêncio, cantando hinos enquanto morre? Ou eu seria Kichijiro?

Eu não sei. Eu simplesmente não sei.

 

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