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A reunião anual que todos os casais deveriam ter

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E não é um encontro romântico!

Administrar o dinheiro é um tema crítico na relação dos casais. Por isso, os problemas financeiros são um fator que contribui com muitos conflitos matrimoniais.

No dia a dia, aparecem situações financeiras difíceis e a única saída é falar serenamente com o seu marido ou sua esposa sobre isso. A comunicação é fundamental para se chegar a um acordo que satisfaça as duas partes. Apressar-se para tomar decisões financeiras sem o consentimento do outro somente trará problemas para a relação. Outros comportamentos errados na hora de lidar com o dinheiro no casamento são:

A atitude déspota do cônjuge que trabalha em relação ao que fica em casa. A expressão “eu ganho o dinheiro, portanto decido como gastá-lo” é totalmente equivocada. O casamento é uma sociedade e, como tal, ambos têm o mesmo direito de decidir como gastar e como economizar dinheiro;

Desviar parte do dinheiro destinado à manutenção da casa para o uso pessoal;

A atitude machista da mulher que gasta o dinheiro que ganha somente com ela mesma, pois tem a impressão errônea de que o homem é obrigado a manter a família;

Hobbies de um dos cônjuges excessivamente caros, os quais tiram a qualidade de vida da família ou a oportunidade de passarem férias todos juntos;

Esquecer que o cônjuge que fica em casa e que não recebe salário precisa de dinheiro para seus gastos pessoais, sem ter que ficar pedindo grana para o que trabalha. Isso pode ser muito humilhante.

Conheçam-se financeiramente

A unidade e a transparência no uso do dinheiro são fundamentais em uma relação conjugal. O ideal é que os casais, antes do casamento, tirem um tempo para falar sobre a forma como vão administrar suas finanças, conhecendo o que cada um possui.

Se você ainda não fez isso, e acha conveniente fazer, convoque uma reunião para falar sobre o tema com seu marido ou sua esposa. Os dois devem ter uma noção cabal do que necessitam e do que dispõem.

Façam essa reunião pelo menos uma vez ao ano e analisem com profundidade suas finanças. Não esperem o momento de crise para revisar e planejar, pois isso causa estresse e ansiedade.

Os temas de discussão, nessa reunião, podem incluir tópicos como:

– Documentos importantes: os dois devem saber exatamente onde estão documentos importantes como as apólices de seguro, os testamentos, os formulários de impostos, os números das contas bancárias, informações específicas sobre investimentos e muito mais.

– O orçamento doméstico: avaliem como estão gastando o dinheiro. Se seus gastos não coincidem com suas prioridades, modifiquem o orçamento doméstico para que tenham o máximo rendimento de suas receitas.

– Avaliem suas metas: analisem novamente as metas financeiras que foram definidas na última reunião. Perguntem se estão conseguindo atingi-las e se elas ainda fazem sentido para vocês. Discutam outra meta com que gostariam de trabalhar, tanto a curto, quanto a longo prazo.

– Analisem os pontos fracos: Encontrem os pontos fracos da situação financeira do casal. Vocês têm muitas dívidas? Não estão seguros em relação a seus empregos e receitas? Não têm entradas suficientes para cobrir os gastos? Se vocês identificarem estas fraquezas, podem evitar dificuldades futuras.

– Responsabilidades de cada um: Dividam suas tarefas financeiras. A administração do dinheiro de um casal é trabalho para os dois. A responsabilidade de lidar com as finanças é um exercício para ser compartilhado. Analise também se a divisão financeira que vocês fizeram é prática. O sistema funciona ou uma pessoa se sente sobrecarregada?

– Contas bancárias: avalie a autonomia financeira de cada um. Alguns casais preferem contas separadas e dividem as faturas que têm para pagar. Isso dá liberdade para cada um usar seu dinheiro. Outra opção é colocar as entradas em uma conta conjunta e pagar todas as faturas a partir desta conta, e que cada um tenha sua conta individual para gastos pessoais. Se tiverem conta conjunta, assegurem-se de comunicar cada transação realizada ao seu cônjuge.

– Cartões de crédito: Deve ser mantido pelo menos um cartão de crédito em seu próprio nome, a fim de criar um histórico de crédito próprio, sem depender do cônjuge.

Não descuide do lado financeiro do seu lar. Lembre-se de que isso é fundamental para uma relação saudável e baseada no amor.

 

Fontes: Edufam, practicalmoneyskills.com, enplenitud.com
Artigo publicado por LaFamilia.info

 

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