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O que há em comum entre ir à Missa e ir à ioga?

Fizkes/Shutterstock
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Algumas vezes, uma voz diz para você não ir à Missa. Mas uma bênção fala: vá!

As roupas, ela diz, “não me fazem sentir atlética, nem flexível , nem particularmente bonita – me sinto mais comprimida e inchada, como uma salsicha.” Assim lamenta uma escritora chamada Lisa Renee sobre ir à sua aula de ioga. Ela geralmente vai, mas não feliz. “Eu sou a garota que diz – ‘Nós realmente temos que fazer algum exercício hoje? ‘ Os professores me amam.”

Eu não estou endossando a ioga, sobre a qual eu sei praticamente nada. Mas me lembrei deste artigo quando eu estava procurando outra coisa. Ele diz algo sobre a bênção de ter que ir à Missa.

Muitas regras

Alguns dos meus amigos protestantes reclamam que a Igreja Católica tem muitas regras. Alegam que, se fôssemos realmente cristãos, faríamos o que deveríamos fazer sem que alguém precisasse nos obrigar. Amigos ortodoxos também dizem isso. Os dias santos de guarda os irritam, especialmente quando eles descobrem que os domingos também são dias sagrados. Eles dizem coisas como “Você deve querer ir à Igreja”, “A Igreja não pode fazer você ir” e “Está tudo bem com o fato de ficar em casa quando você não tem vontade de ir”.

Eles parecem acreditar que, se você não quer fazer algo, é porque não funciona ou não é importante. Você tem que sentir isso. Você tem que querer. Não é tão bom se alguém obriga você a fazer isso. Não é autêntico. É imposto.  Você não faz isso por vontade própria, você está apenas seguindo regras.

Renee, que claramente não está escrevendo como uma cristã, mostra o motivo pelo qual a Igreja adotou regras. A autora passa a primeira parte do artigo reclamando que ela se sente mal, que ela não tem as roupas ideais, que ela não tem tempo, que ela não quer malhar com todas aquelas pessoas que estão em melhor forma do que ela, que ela não quer sentir dor.

“O joelho dói”, diz ela,”não há equilíbrio, a mente tagarela sem parar, eu me esqueço de respirar. Algumas vezes, eu me arrasto para atravessar a linha de chegada tonta e dolorida, e me pergunto quem exatamente eu acho que sou, nesta idade avançada, fazendo essas coisas estranhas extenuantes”.  Ela se pergunta por que seus professores exigem tanto dela.

O momento em que as coisas ficam mais claras

Às vezes, algo acontece. Pode durar um momento ou o resto da aula. “É um momento em que as coisas ficam mais claras. A respiração, o corpo, a mente, a música, o grupo. É uma estranha sinergia divina do corpo e da mente que me faz sentir forte e flexível, clara e fundamentada… Eu sinto que tudo vai ficar bem.”

Eu gosto de ir à Missa. A Missa sempre me faz feliz. Mesmo quando a liturgia aperta todos os meus botões e a homilia visita cada clichê que me faz querer cuspir, tudo toma o seu lugar na hora da comunhão. Chegar ao padre e ouvir “Corpo de Cristo” me dá a sensação de ter entrado em casa depois de caminhar quilômetros debaixo de uma tempestade e atravessar a porta da frente para entrar em uma casa quente e brilhante, com minha família esperando. Esse é o momento em que as coisas se tornam mais claras

Eu também sei que tem aquela pequena voz que diz que você não precisa ir. Às vezes eu gosto dessa pequena voz. A minha me lembra de que estou cansada, ou me sentindo mal, ou que tive uma semana difícil, que a Missa (especialmente naquele dia santo) foi programada num momento ruim, que é um horário bom para o padre e os aposentados, mas não para quem trabalha. O trânsito para atravessar a ponte estará intenso e será super difícil encontrar estacionamento. É emocionante quando ela pode invocar mau tempo.

A voz lembra que meu joelho está dolorido e eu, provavelmente, deveria descansar porque se eu for à Missa, eu terei de ficar de pé e me ajoelhar. Assim,  eu ficaria dolorida por dias. Essa pequena voz, que pode pertencer a um advogado, fala que eu posso ir amanhã, outro dia ou até mesmo adiar essa missa para o dia santo. O ponto, diz ela, é sofrer a ruptura, não indo para a Missa exata. Ir à Missa exata é apenas legalismo, diz, franzindo a testa.

Mas há a regra. Foi para isso que eu me inscrevi quando entrei na Igreja. Eu concordei que ela sabia melhor do que eu o que estava fazendo, e que ela me faria bem, de maneira que eu não teria escolha. Ela tem uma razão para me orientar a ir à Missa em certos dias, independentemente da minha vontade.

Empurro a voz para fora da porta, de preferência para aquela tempestade que mencionei anteriormente, e dirijo-me para o carro.

Se alguém pode encontrar o momento em que as coisas ficam mais calaras em um estúdio de ioga, depois de ter se arrastado lá, eu sei que vou encontrar o momento em que eu me arrasto para a Missa. Com a Igreja, primeiro é obediência, depois bênçãos. Siga a regra e as coisas ficarão mais claras.

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