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Você sofre de ansiedade? Tente desenhar esta imagem…

Margaret Rose Realy, Obl.OSB
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Depoimento: “Eu senti paz ao pintar esta imagem, que, ao mesmo tempo, me atrai e me revolta”

No início dos anos 60, comecei a fazer aulas de pintura. Depois de um ano, mais ou menos, uma amiga me enviou a foto de um azulejo de cerâmica no qual alguém tinha pintado um Sagrado Coração de Jesus com traços típicos dos desenhos de criança. Ela me perguntou se eu poderia pintar algo parecido. Sim, eu podia. Era simples: tons saturados de púrpura, vermelho e verde.

Eu sinto uma estranha atração e revolta ao ver a imagem do Sagrado Coração de Jesus. As primeiras imagens que me lembro de ter visto, ainda na infância, eram do Coração aberto, com o sangue escorrendo, geralmente para dentro de um cálice, todo cercado de belos pássaros e fitas com flores. Meditar sobre aquele sangue escorrendo era demais para a minha sensibilidade infantil. À medida que eu amadurecia na fé, porém, a beleza de um amor que foi capaz de ir tão longe por mim me reduziu às lágrimas. O horror sangrento da Paixão me levava, ao mesmo tempo, a querer me afastar e me aproximar do Seu Coração.

Agora, ao pintar a imagem, eu fico assombrada com o movimento que acontece na minha alma. Eu sofro de ansiedade – e descobri que pintar essa imagem acalma essa sensação. Quanto pintei o meu primeiro Sagrado Coração, a ansiedade deu lugar à paz. Enquanto trabalhava naquela pintura, eu me via orando, conversando com o próprio Sagrado Coração de Jesus. Cada pincelada era uma prece incorporada à tela… E eu me via serena.

Era uma serenidade familiar, semelhante à que me vinha da jardinagem. Quando eu ainda podia cuidar do jardim, sentia essa mesma paz, a paz de estar a sós com a criação de Deus.

A jardinagem me trouxe o conhecimento da horticultura e, com ele, o do simbolismo das plantas na arte cristã. Acabei incorporando essa “linguagem das flores e plantas” aos meus projetos e livros sobre jardins. Logo me vi fazendo o mesmo com meus pincéis, e, como resultado, comecei a produzir imagens “botânicas” do Sagrado Coração de Jesus, do Imaculado Coração de Maria e Casto Coração de São José.

Por exemplo: se faço uma pintura para uma noiva, ela pode incluir a murta branca de Jerusalém, que simboliza a felicidade conjugal; se é para um escritor cristão, poder conter a noz, que representa força e persistência; já um campo que mistura trigo e joio pode ser o pano de fundo para um Coração dedicado a um religioso consagrado…

Ao pintar o Sagrado Coração com a simbologia cristã botânica, eu me volto para Aquele que está sempre comigo, embora às vezes eu não me sinta próxima d’Ele. Há um anseio, uma distância de certa forma assustadora entre mim e o Sagrado. Mas a pintura acalma esse medo e me permite sentir a presença de Deus.

Em cada trabalho que faço, a imagem na tela é embebida em orações desde o conceito inicial até a finalização. Não tenho expectativas de perfeição. É apenas pintura e oração; é apenas restauração da paz.

 

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