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Mulher morre queimada em ritual religioso macabro na Nicarágua

Robert Hoetink/Shutterstock
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“Minha mulher não estava endemoninhada. O que fizeram nela foi uma bruxaria”, disse o marido

Uma jovem de 25 anos, amarrada e jogada em uma fogueira durante um ritual religioso para purificar sua alma “endemoninhada”, não resistiu às graves queimaduras no corpo e faleceu no hospital nesta terça-feira (28) – informou uma fonte oficial.

Identificada como Vilma Trujillo, mãe de dois filhos, a vítima morreu no hospital Lenín Fonseca da capital, onde passou vários dias internada em estado grave, afirmou a vice-presidente e porta-voz do governo, Rosario Murillo.

A mulher “foi queimada em 22 de fevereiro por membros de sua comunidade, alegando estar possuída”, disse a vice-presidente à imprensa oficial, classificando o ato como “lamentável e condenável”.

A tragédia aconteceu na remota comunidade El Cortezal, na região do Caribe Norte da Nicarágua.

Segundo relatos de familiares e grupos feministas aos jornais locais, Vilma foi retida e submetida a um ritual por Juan Rocha, que se fazia passar por pastor da Igreja da Assembleia de Deus.

O presidente da Assembleia de Deus, Rafael Arista, negou ao Canal 15 de Manágua que Rocha fosse membro de sua congregação e rejeitou qualquer vínculo com o crime.

“Minha mulher não estava endemoninhada. O que fizeram nela foi uma bruxaria”, disse o marido da vítima, Reynaldo Peralta, ao jornal La Prensa.

(AFP)

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