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Como identificar o diabo e suas ações

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"Não podemos supervalorizar, tampouco subestimar ou ignorar a ação do Diabo", afirma o padre Reginaldo Manzotti

“O diabo quer passar disfarçadamente, como se não existisse, mexendo com nossos sentimentos e nos tirando da comunhão com Deus”. “Somos sujeitos de uma batalha real”, afirma o padre Reginaldo Manzotti, que acaba de lançar o livro “Batalha Espiritual – Entre Anjos e Demônios”, da Petra Editora.

Segundo o sacerdote, a batalha entre o bem e o mal consiste em estar do lado de Deus ou do Inimigo, aquele que deseja desvirtuar todos os homens e mulheres de boa vontade para fazê-los viver uma vida fundada na mentira, no erro e no desregramento.

“Num mundo cada vez mais cego às realidades sobrenaturais, falar em batalha espiritual pode parecer loucura. Mas não podemos nos enganar: há um inimigo que deseja nos levar à perdição eterna… Trata-se do próprio Satanás”, diz.

 

Como identificar o diabo e suas ações?

Padre Reginaldo Manzotti: O Diabo age sutilmente. Ele sempre tentará passar despercebido porque quanto mais acreditarmos que ele não existe, que o pecado não existe e nem o inferno melhor será para seus planos. Podemos identificá-lo sempre que coloca em nosso coração e mente a dúvida sobre a bondade e a justiça de Deus. Sua ação ordinária é a tentação, por isso ele é o tentador. Todos nós somos sujeitos a essa sua ação, durante toda nossa vida. Conhecemos as clássicas tentações. Nem Jesus escapou de ser tentado com o ter, o prazer e o poder. E muitas são hoje as tentações que o Diabo usa para nos afastar e minar nossa comunhão com Deus. Ele faz parecer-nos bom, algo que é mau. Causa em nossa mente confusão e isso gera sentimentos de vanglória, inveja, mentiras e discórdias. As possessões diabólicas que são ações extraordinárias, são casos mais raros e, como ressaltei no Livro Batalha Espiritual, para poder identificar se é ação do diabo, levar sempre em consideração o que nos ensina a doutrina tradicional sobre os focos do mal:

1º. A “carne”: nossa inclinação ao mal, nosso ‘eu” egoísta.

2º. O “mundo” e suas seduções, os apelos exteriores para o mal (pornografia, maus exemplos e conselhos, prazeres da carne, etc).

3º. O “Diabo” especificamente (possessões), somente quando os focos acima forem descartados e não se explicar a origem para o mal em questão.

Não podemos supervalorizar, tampouco subestimar ou ignorar a ação do Diabo. Temos que pedir sempre a sabedoria e a luz do Espírito Santo para discernirmos entre o bem e o mal, o que vem do Inimigo. Atualíssimo é o ensinamento de Jesus: “Vigiai e orai, para não caírem na tentação, porque o espírito está pronto, mas a carne é fraca”. (Mt 26,41)

Como se colocar ao lado de Deus na luta entre o bem e o mal?

Padre Reginaldo Manzotti: Evitando as ocasiões de pecar, lembremos que o Diabo tenta nos vencer nos pontos que somos mais vulneráveis. Renunciando as falsas doutrinas e conhecendo Deus através das Sagradas Escrituras, foi como Jesus derrotou o Diabo no deserto. Não se trata de conhecer na ponta da língua a Palavra de Deus, pois até o próprio Diabo conhece, mas traze-la no coração e vivenciá-la como Jesus e através dela estabelecer uma comunhão de amor com o nosso Pai do céu. A fé é determinante na batalha espiritual, aliada a ela está a oração e o jejum. Jesus pontuou esses três elementos: fé, oração e jejum para combater certos tipos de demônios (cf. Mt 17, 19-21). Não relaxar na vida sacramental, buscar com frequência o sacramento da confissão e receber, se possível diariamente a Sagrada Eucaristia. Isso nos dará a força na luta contra o mal, e é claro podemos contar com os sacramentais e as armaduras de combate que Deus nos dá e que São Paulo na Carta aos Efésios, capítulo 6, versículos 11 a 17, explica como e porque usá-las para a eficácia na luta contra as forças do mal.

Como conquistar em minha vida a vitória de Cristo sobre o mal?

Padre Reginaldo Manzotti: Abraçando a cruz, não existe vitória sem cruz. Façamos uso daquilo que o Senhor nos quer dar, e não me refiro a coisas materiais, mas à paz e à serenidade para carregarmos a cruz de cada dia. As vezes a gente quer as coisas por vias mais fáceis, mesmo que coloque em risco a salvação de nossa alma. Mas, o Senhor não nos prometeu que não teríamos problemas, sofrimentos e sim que estaria ao nosso lado no momento de enfrentá-los.

A vitória conquistada por Jesus, tem que ser conquistada por cada um de nós na individualidade de nossa existência. Só conseguimos viver a vida nova que Cristo nos oferece quando nos tornamos mais que seus imitadores, nos tornamos seus seguidores, pisando em suas pegadas, vigilantes sobre nós mesmos, conscientes de nossa fragilidade e convictos da necessidade que temos da graça de Deus. Estamos no tempo da redenção, da libertação, sejamos fortes para travar a batalha espiritual, pois a vitória já está garantida em Cristo.

Mais informações emhttp://www.petraeditora.com.br

http://www.padrereginaldomanzotti.org.br