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Maria Montessori: o catolicismo da mulher que revolucionou a educação

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Seu método de aprendizagem, com raízes cristãs, respeita a psicologia natural e o desenvolvimento físico e social da criança

Nascida em 1870, a italiana Maria Montessori se tornou médica e educadora e teve seu trabalho elogiado pelos Papas Paulo VI e Bento XVI. Ela conquistou importante reputação internacional com a sua visão da criança como pessoa completa, complexa e destinada a se desenvolver, bem como com seu método educativo focado em ajudar a criança nesse processo de desenvolvimento integral. Divulgada a partir de 1935, a pedagogia de Maria Montessori se destacou pela originalidade impregnada de sabedoria tradicional.

O método Montessori, aplicado até hoje por milhares de pessoas no mundo inteiro, se enraíza na fé da autora. Sua intenção é oferecer às crianças uma educação respeitosa dos seus interesses e capaz de adaptar o entorno de aprendizagem ao seu nível de desenvolvimento. Maria Montessori o explica em “Deus e a criança”, um escrito em que se resgatam as convicções profundas desta célebre pedagoga.

Para Maria Montessori, a criança é dotada de uma grandeza natural que procura se desenvolver num entorno propício. Católica, Maria parte da imagem de Cristo para ajudar a criança a descobrir o seu propósito de vida inspirado por Deus.

A pedagogia de Montessori segue o seu próprio caminho, mas nunca se afasta das palavras de Cristo às crianças. É mediante a observação dos seus comportamentos ao longo de anos que ela chega à conclusão de que as crianças são dotadas de uma riqueza interior inata, mas podem perder ou ignorar essa riqueza caso o seu entorno as impeça de desenvolvê-la.

Em “A Criança” encontramos a metáfora do “embrião espiritual”, que, para expressar-se, precisa se desenvolver.

Em muitas ocasiões, Maria Montessori manifesta o seu entusiasmo com o desenvolvimento da criança e o mistério que ele envolve. A palavra “milagre”, aliás, surge com regularidade ao longo da sua obra.

O caráter cristão da sua pedagogia é explicitado no modo com que ela encerra o seu capítulo sobre o recém-nascido, fazendo clara menção à Encarnação de Jesus:

“Chegou ao mundo

E o mundo foi feito para ele.

Mas o mundo não o reconheceu.

Chegou à sua própria casa

E os seus não o receberam…”

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